quarta-feira, 4 de novembro de 2020

UNIDADE DE ACOLHIMENTO DA REDE ESTADUAL DE SAÚDE CONTRIBUI PARA REINSERÇÃO SOCIAL DE PACIENTE

 


Maria de Fátima e a esperança de um recomeço (Reprodução)

“Eu agradeço a todos, principalmente à equipe da UA pelo apoio, pois nesse tempo todo eu cresci muito e devo isso porque cuidaram de mim”. Foi o que disse Maria de Fátima dos Santos, de 29 anos, paciente assistida pela Unidade de Acolhimento Adulto (UA), equipamento que integra a rede de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Maria foi acolhida após ter sido resgatada das ruas e o serviço contribuiu para fazer brotar o sentimento de esperança em um recomeço. 

Tudo começou em setembro do ano passado, quando Maria de Fátima se encontrava em situação de rua juntamente com seus dois filhos, de um ano e três meses e outro de quatro anos. Ao ser abordada por uma pastora e voluntária de serviços sociais, ela recebeu os primeiros cuidados e aceitou o convite para iniciar a caminhada de reabilitação. 

Devido à vulnerabilidade social e exposição à dependência química, Maria de Fátima precisou ser encaminhada para Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD Estadual), que também faz parte da rede SES. 

Depois da avaliação médica e psicológica, verificou-se a necessidade de a mesma ser direcionada para a UA, onde ficou durante pouco mais de um ano. “O fato de ela ter pedido ajuda foi crucial para a entrada dela no atendimento oferecido pela Unidade de Acolhimento Adulto. Tudo o que foi feito ajudou a transformá-la em outra mulher, agora com um olhar voltado apenas para a sobriedade com o objetivo de dar um futuro digno aos seus filhos e para si mesma”, disse Daiane de Oliveira, coordenadora da UA. 

O momento mais difícil foi quando ela teve que abrir mão temporariamente da guarda dos filhos para poder dar prosseguimento ao seu tratamento. As crianças ficaram sob a tutela do Tribunal de Justiça, mediante acolhimento do Abrigo Institucional Casa da Criança Menino Jesus, isso até que a paciente pudesse receber alta e não mais estar em suspensão do poder familiar. 

Em outubro deste ano, a paciente foi transferida para a Casa de Acolhimento Temporário (CAT), gerido pela Prefeitura de São Luís. “Nosso plano é ajudá-la com a compra de alguns dos eletrodomésticos, colocação de grades nas janelas do seu apartamento, uma vez que ela tem duas crianças e precisa ter garantida a segurança do seu imóvel. Outra coisa é conseguirmos matrícula para os seus filhos para que assim ela consiga tempo para trabalhar e aumentar a renda”, declarou Leandra Ramos, coordenadora do equipamento municipal. 

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