terça-feira, 22 de setembro de 2020

Maranhão nomeia mais de 140 novos profissionais para a polícia

 21 de setembro de 2020 às 17:58

Maranhão tem reforçado o efetivo policial. Foto: Divulgação

O governador Flávio Dino anunciou nesta segunda-feira (21) a nomeação de 142 novos profissionais para a polícia do Maranhão. Eles vão ajudar a combater os crimes e as investigações no estado.

“Observando os limites da Lei Complementar Federal 173 e da Lei de Responsabilidade Fiscal, efetuei agora nomeações nas polícias do Maranhão: 12 delegados; 20 escrivães; 60 investigadores; 9 peritos; 1 odontolegista e 40 policiais militares”, afirmou o governador.

As duas normas citadas tratam da questão fiscal e da contratação de agentes públicos.

Os policiais militares foram aprovados no concurso público feito em 2017.

Com as contratações feitas desde 2015, o Maranhão chegou à marca de mais de 15 mil policiais. Além disso, cerca de 9 mil policiais receberam promoções.

Resultados

Com os investimentos, o Maranhão tem reduzindo ano a ano a criminalidade. A taxa de homicídios provocados por armas de fogo, por exemplo, caiu 13,8% entre 2017 e 2018. É o que revela o mais recente Atlas da Violência, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O número leva em consideração a taxa de homicídios a cada 100 mil pessoas. Os dados de 2018 sãos os mais recentes tabulados pelo Atlas. Os números de 2019 ainda não foram compilados.

Levando em conta todos os tipos de homicídios, também há diminuição consistente. Segundo o Atlas da Violência, a queda foi de 9,5% entre 2017 e 2018.

Maranhão tem reforçado o efetivo policial. Foto: Divulgação

Qualidade dos dados

Outro aspecto relevante apontado pelo Atlas da Violência é que o número de mortes violentas por causa indeterminada vem caindo no Maranhão. É um indicador importante na hora de analisar a confiabilidade dos dados. Quanto maior o número de mortes violentas por causa indeterminada, pior.

Esse número vem caindo desde 2015 no Maranhão. Entre 2017 e 2018, a queda foi de 13,5%, considerando a taxa para cada 100 mil habitantes. Isso destoa do cenário nacional, em que houve aumento de 25,1%.

“O óbito fica classificado como uma morte violenta com causa indeterminada (MVCI), e a sociedade e o Estado ficam sem saber por que o cidadão morreu. Com isso, muitos casos de homicídio ficam ocultados, fazendo com que o principal termômetro da violência letal nos estados deixe de funcionar adequadamente”, diz o relatório do Ipea.

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