sábado, 18 de maio de 2019

'Movimento do pessoalzinho que eu cortei verba', diz Bolsonaro sobre manifestações de estudantes


A estudantes de escola particular, presidente volta a chamar manifestantes de idiotas úteis

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Daniel Carvalho
BRASÍLIA
O presidente Jair Bolsonaro chamou neste sábado (18) as manifestações contra o contingenciamento na educação que ocorreram na semana passada de "movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba".

Bolsonaro foi à portaria do Palácio da Alvorada de sandália, short amarelo e a camisa do segundo uniforme da Seleção Brasileira para cumprimentar 36 estudantes de uma escola privada de São Paulo que, de longe, gritavam "oh, Bolsonaro, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".

Ao cumprimentar os estudantes, perguntou espontaneamente a eles sobre as manifestações.

"E este movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba, o que vocês acharam?", indagou Bolsonaro.
"Um lixo. A gente é estudante de verdade. A gente estuda", respondeu um dos alunos do Colégio Bandeirantes, que, segundo dados coletados pelo Datafolha em 2017, tem mensalidade de mais de R$ 3 mil.

"Contingenciamento", disse um outro aluno, após Bolsonaro  falar em corte.
Bolsonaro fala com visitantes na porta do Palácio da Alvorada
Bolsonaro fala com visitantes na porta do Palácio da Alvorada - Daniel Carvalho/Folhapress
Na quinta-feira (16), em Dallas (EUA), Bolsonaro disse que a Folha não tem que contratar "qualquer uma" para trabalhar no jornal depois que a repórter que acompanhava a visita presidencial se referiu ao bloqueio e recursos no orçamento da educação como corte.

Os estudantes do Bandeirantes foram a Brasília para uma atividade da escola. Antes da chegada do presidente, uma das guias do passeio orientou os alunos que, mesmo quem não gostasse do presidente, o respeitasse. Ganhou de presente uma camisa do primeiro uniforme da Seleção.

"Pelo Brasil, tá ok?"

Ao chegar perto dos alunos, Bolsonaro levantou a camisa para mostrar a cicatriz da facada que levouem setembro do ano passado, durante ato de campanha no interior de Minas Gerais.

Depois de puxar assunto com os alunos sobre as manifestações de quarta-feira (15) em ao menos 170 cidades do país, continuou no assunto.

"É uma minoria  que manda  na  escola. O pessoal fica aí, professor, alguns, oferecendo ponto, facilidades [inaudível] nem sabe o que vai fazer na rua.
Um dos estudantes, então, diz que Bolsonaro teve sua fala distorcida pela imprensa. Bolsonaro reiterou o que disse nos Estados Unidos, inclusive chamando os manifestantes novamente de "idiotas inúteis".

"Em Dallas, eu falei, sim, que uma parte são idiotas úteis. É verdade, ué. É mentira? Meu pessoal esteve na rua ouvindo a molecada 'o que você está fazendo aqui?'. Não sabe de nada. É massa de manobra dos espertalhões de sempre, do pessoal que quer voltar ao poder. Para alguns grupos está difícil a vida, acabou a teta", disse Bolsonaro.

O presidente também relativizou a autonomia dos reitores das universidades federais.

"Universidade, por exemplo, os reitores têm autonomia. Mas, hoje em dia, parece que eles têm, na verdade, autonomia total, soberania. Têm que prestar  as contas  do que está acontecendo."

Jair Bolsonaro também criticou a qualidade do ensino público no país.

"O currículo escolar não é bom. No meu tempo, na idade de vocês, colégio público era bom. Colégio particular não era bom. Hoje, inverteu o negócio. O colégio particular pago, como regra, é bom. O público, como regra —como regra, antes que a imprensa fale que estou atingindo todo mundo— não  é bom", disse Bolsonaro.

Saudado como "mito" pelos estudantes, Bolsonaro levou-os para depois da barreira de segurança e fez fotos em grupo e individualmente.

Durante cerca de meia hora, cumprimentou também outros turistas, fez fotos com crianças no colo e gravou vídeos a pedido deles. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Pão Com Ovo: Pra Dijé, a fila anda ( e rápido)

Por Evandro Júnior • quinta-feira, 16 de maio de 2019 às 19:40

Os personagens Dijé (Adeilson Santos) e José Raimundo (Davyd Dias)

São Luís – A novela da comédia Pão com Ovo está cada vez mais engraçada. Eis o próximo capítulo: depois que descobriu a traição de Zé Maria, a despachada suburbana não ficou na sofrência em alguma choperia da área Itaqui-Bacanga.

Muito pelo contrário: o nome dele é José Raimundo de Ribamar, conhecido como Riba, dono de um depósito de água e torcedor do Moto.

Dijé não perdeu tempo e parece que trocou bem, pois a mulherada já está de olho. Te cuida, Dijé!

Márcio Jerry tenta barrar suspensão de apoio à Pós-graduação e Pesquisa




Em meio ao turbilhão provocado pelas manifestações contra o contingenciamento de recursos destinados à educação e pelas recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, um Projeto de Lei protocolado pelo deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) , na Câmara dos Deputados, pretende vedar o cancelamento, a interrupção e o corte de bolsas concedidas pelos órgãos federais de apoio e fomento à pós-graduação e pesquisa no país. 

O PL nº 2.926/2019 propõe o impedimento da suspensão e a redução dos recursos destinados a pesquisadores e estudantes até o término de vigência do contrato de bolsas de estudo e pesquisa, garantindo a continuidade da produção científica que já vem sendo desenvolvida pela comunidade científica brasileira. 

Justificando a “enorme apreensão que o bloqueio de 30% no orçamento das Universidades e Institutos Federais de Educação”, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 30 de abril, o texto aponta o risco de paralização de pesquisas e a perda da qualidade das universidades brasileiras como principal motivação para a aprovação da proposta. 

No texto, o deputado maranhense explica que a medida atinge estudantes que já haviam conseguido bolsas para este ano, mas que ainda não haviam sido liberadas. Segundo estimativas de entidades educacionais, apenas a Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), uma das principais entidades de fomento e pesquisa em nível de pós-graduação no Brasil, perderá R$ 819 milhões do total de R$ 4,1 bilhões de verba prevista no Orçamento, o que fez a fundação ligada ao MEC anunciar que congelaria bolsas ociosas. 

Sem informar o número de bolsas que serão cortadas nem as áreas que serão afetadas, a Capes divulgou uma nota informando que “a economia racional de recursos, a melhoria do sistema de pós-graduação e a parceria com o setor empresarial são as diretrizes adotadas para superar desafios apresentados pela necessidade de contingenciamento de recursos na administração pública federal”. 

Para o parlamentar, no entanto, o anúncio pode ser traduzido em impacto direto à produção científica. “Na prática, o que está ocorrendo é que os recursos que haviam sido disponibilizados a novos candidatos, após a conclusão de trabalhos de outros bolsistas foram suspensos, como foram canceladas todas as bolsas do programa Idioma Sem Fronteiras”, disse. Atualmente, a Capes concede 92 mil bolsas ativas de pós-graduação, com valores que variam entre R$ 1.500 para mestrado e R$ 2.200 para doutorado. 

Em crítica à decisão do atual Governo, Márcio Jerry afirmou que o corte configura mais um abuso cometido por Jair Bolsonaro “em sua cruzada contra a educação”. “Ele reincide em agressões à autonomia universitária, conquista importante do processo democrático brasileiro. Essa é a vontade de centenas de milhares de brasileiros que foram às ruas ontem e voltarão dia 30. O presidente não disfarça o ódio que nutre pelo conhecimento, pela ciência, por nossas instituições educacionais. Muito especialmente expele ódio contra as universidades e institutos federais”, destacou.

Vereador Fernando Muniz, presidente da Câmara Municipal de Paço do Lumiar, fala sobre a transparência que vem conduzindo o legislativo luminense.



Imagens: Portal Livre Notícias

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Foi assinado um termo de cooperação técnica entre a secretaria e a Prefeitura de Paço do Lumiar para o trabalho de regularização fundiária e entrega de títulos de propriedade de terra na comunidade de Nova Esperança e em outras regiões.

Estive reunido na manhã desta quinta-feira, dia 16, na Secretaria Estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid). Foi assinado um termo de cooperação técnica entre a secretaria e a Prefeitura de Paço do Lumiar para o trabalho de regularização fundiária e entrega de títulos de propriedade de terra na comunidade de Nova Esperança e em outras regiões.

Agradeço ao secretário Rubens Pereira Júnior e ao secretário Francisco Gonçalves, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), pelo trabalho conjunto para melhorar a qualidade de vida dos moradores da região.

Memecracia: a força destrutiva por trás do Ministério da Educação

Ao desafiar a lógica, a ética e a Constituição, o ministro Abraham Weintraub consegue superar seu antecessor em inépcia, e reduz o MEC a um mero produtor de memes governistas.

Por Leandro Beguoci



O Ministério da Educação é um dos gigantes do governo. Pelos dados recentes do orçamento, ele só gastou menos, até agora, do que a previdência, a saúde e a assistência social. Dos R$ 117 bilhões orçados, a educação já usou R$ 29,5 bi. Sob o guarda-chuva do ministério está uma complexa rede de programas de apoio a Estados e municípios, o que inclui a compra de livros didáticos e a administração de universidades federais e dos hospitais ligados às instituições de ensino. A grande especialidade do MEC nos últimos meses, porém, foi a produção de memes para os apoiadores mais radicais do presidente Jair Bolsonaro.

No reinado de Ricardo Vélez Rodriguez, o breve, tivemos o hino nacional gravado e obrigatório – e depois o recuo para nem gravado, nem obrigatório. Ele também rotulou os brasileiros de canibais e propôs uma revisão dos livros de história para que eles refletissem a visão do presidente sobre o período. Vélez caiu, mas seu sucessor, Abraham Weintraub, se mostrou um sucessor ainda mais competente na tarefa de produzir material de apoio à campanha eleitoral permanente do governo. Poucas pessoas seriam capazes de provocar tanto rebuliço em tão pouco tempo.

Em cinco semanas no cargo, Weintraub desafiou o bom senso, a Constituição e a ética. Ele propôs cortar investimentos na área de humanas, filosofia e sociologia para privilegiar áreas que, segundo ele, seriam mais úteis. Faltou combinar com a história – não a disciplina, mas o registro das mudanças do pensamento humano. Também faltou um consultor jurídico, já que a medida é ilegal. A legislação do País garante autonomia para as universidades. Por fim, ainda faltou combinar com a realidade. Afinal, filosofia e sociologia consomem uma quantidade ínfima de recursos públicos no ensino superior.

O corte de 30% afeta mais as áreas de biológicas e exatas, que o governo diz priorizar, do que as de humanas.

Como o MEC é brasileiro e não desiste nunca, Weintraub dobrou a aposta. Anunciou corte de 30% do orçamento de três universidades que, segundo ele, produziam “balbúrdia”. Uma vez que balbúrdia não é critério técnico, o ministro teve de voltar atrás. Ele corria o risco de sofrer, no mínimo, um processo por improbidade administrativa. Parecia uma grande oportunidade de retorno à normalidade. Não foi.

O ministro estendeu o corte para todas as universidades. Segundo ele, a ideia era priorizar a educação básica. E, claro, atrapalhar a vida dos professores universitários. Porém, a realidade, essa grande produtora de balbúrdias, atrapalhou novamente os planos da dupla Bolsonaro-Weintraub.

O corte de 30% afeta muito mais as áreas de biológicas e exatas do que as de humanas. O orçamento público, grosso modo, tem duas áreas. Uma é formada por despesas obrigatórias, como salários. A outra tem mais flexibilidade e é chamada de custeio. Entram aí a compra de materiais para laboratório, salário de funcionários terceirizados, comida para o bandejão, energia elétrica, água. Nos cursos de humanas, muitas vezes basta giz e professor. Exatas e biológicas dependem de experimentos em laboratório, substâncias para fazer testes, viagens para conferências. O ministro mirou na antropologia e acertou a medicina. Mirou os estudos de gênero e afetou a veterinária. Mirou o professor de esquerda e acertou a faxineira terceirizada. É um erro tão impressionante que merece umas três teses de doutorado em ciência política.

A justificativa de que os cortes se transformariam em investimentos na educação básica também flopou. Os programas de apoio a essa área também sofreram com cortes. Em alguns casos, de 40%. O principal argumento do MEC foi desmentido pelo próprio MEC. Em um governo normal, o ministro sairia dos holofotes, voltaria para as planilhas, reuniria os aliados e criaria um programa. Foi, aliás, o que alguns militares tentaram fazer, sem sucesso, na transição de Vélez para Weintraub. Esses militares, é bom lembrar, foram demitidos.

Em vez de seguir o bom senso, Weintraub resolveu desafiar a ética. Numa transmissão ao vivo feita junto com o presidente Bolsonaro, ele disse que o corte não era de 30% nas verbas universitárias, mas de 3,5%. Malandramente, juntou as despesas obrigatórias, como salários, junto com o dinheiro de custeio. Aglutinou o que pode cortar com o que não pode para diminuir o impacto das suas declarações.

Tudo isso acontece num ministério-chave. Embora o MEC administre apenas 0,4% das cerca de 185 mil escolas brasileiras, ele é, ou deveria ser, o maestro das políticas públicas na área. É o papel, aliás, que o ministério assumiu durante os últimos 30 anos.

Nas gestões do PSDB, do PT e do MDB, com diferenças de visão aqui e ali, o MEC teve um programa claro. Na década de 1990, o foco foi em universalizar o acesso ao ensino fundamental, do primeiro ao nono ano. Também dessa época é a criação de um fundo, com recursos do governo federal, Estados e municípios, para garantir o financiamento da área. Deu certo. O País fez em pouco mais de dez anos o que não tinha feito em 150. Pela primeira vez, estávamos conseguindo colocar (quase) todo mundo nas escolas.

Na década de 2000, o foco foi em avaliação da qualidade educacional, na ampliação do acesso e no ensino superior. Aos poucos, o Brasil ia fazendo valer aquilo que está na Constituição de 1988: educação era direito de todas as pessoas e um dever do Estado diante dos seus cidadãos. Os investimentos na área cresceram em números absolutos e em proporção ao PIB, cobrindo os buracos das décadas anteriores. Quando Michel Temer deixou o Palácio do Planalto, havia um caminho a seguir. Embora nem tucanos nem petistas admitam, eles provavelmente concordariam com muitas das políticas do ex-presidente – afinal, boa parte delas foram gestadas por petistas e tucanos.

Os grandes desafios da área de educação são claros. É preciso investir na formação de professores, para melhorar substancialmente a qualidade da aprendizagem dos alunos. É urgente colocar mais dinheiro em infraestrutura, já que muitas escolas sobrevivem em condições precárias. É preciso garantir, num cenário de escassez de dinheiro público, mais recursos para a educação – e isso passa por trabalhar junto com Estados e municípios para priorizar a área em vez de, digamos, publicidade.

O caminho é óbvio. Do PSOL ao DEM, provavelmente a maior diferença não esteja no programa, mas em como executá-lo. Há um certo consenso entre os partidos normais sobre o papel do MEC. Infelizmente, porém, não estamos vivendo em tempos normais. Estamos em uma memecracia. Animar as bases de apoio parece mais relevante do que o futuro das milhões de crianças que, todos os dias, vão às escolas para, quem sabe, ter um futuro.

domingo, 12 de maio de 2019

Advogado promove ação social em comemoração ao dia das mães na comunidade do Mojó/Tendal


Na manhã desse domingo (12), foi realizada uma ação social na comunidade do Mojó/Tendal, município de Paço do Lumiar, para a comemoração do dia das mães, o dr. Fabrício Sousa realizou a ação social.

 “Agradeço a Deus por ser rodeado de pessoas do bem que sabem trabalhar em equipe, organizar esse café da manhã para as mães e essa distribuição de cestas básicas, é maravilho. Foi uma manhã muito produtiva e divertida. As mães da comunidade participaram amplamente; foi tudo especial. Nossa meta é levar sempre um trabalho que preze a valorização do ser humano e autoestima. Além do respeito às mulheres, que são seres iluminados”. Declarou o advogado.

Campanha de filiação PCdoB de São Luís 2019

O deputado federal Márcio Jerry, presidente estadual do partido, destacou que o PCdoB de São Luís tem tantos bons nomes, que será feito um debate interno para a escolha do candidato a prefeito no próximo ano, 2020.

Rubens Jr, secretario das Cidades e Desenvolvimento Urbano, disse que o desafio do partido em São Luís, é passar a ser o que é no estado, o maior partido da cidade.

O deputado estadual Duarte Jr enfatizou que já está com diversos projetos de lei aprovados e sancionados pelo governador.

O vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro falou que o momento é de mudança e transformação de vida.