sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Brasil cai para lanterna em ranking de “Valorização do Professor”


Em um levantamento de uma organização internacional que considerou 35 países, aparecemos como a nação em que os docentes têm menor prestígio

Por Guilherme Eler




(Neven Krcmarek / EyeEm/Montagem sobre reprodução)

Só 1 em cada 5 brasileiros recomendaria a carreira de professor a um filho, e apenas 9% acha que os estudantes respeitam seus mestres em sala de aula.

É por essas e outras que não surpreende muito descobrir que o Brasil ficou com a última posição em um ranking que avalia o status de profissionais da educação, chamado de Índice Global de Status de Professores 2018. Elaborado pela Varkey Foundation, entidade focada na melhoria da educação infantil, o relatório teve seus resultados divulgados na última quarta-feira (7). Em cada país, foram entrevistadas mil pessoas, de 16 a 64 anos, e mais de 5,5 mil docentes.

De uma lista de 35 países, somos a nação que menos valoriza seus professores. Éramos os penúltimos. Nossa posição foi piorada em comparação ao levantamento anterior: em 2013, o Brasil era o número 20 de um total de 21 países. Com o novo estudo, que considerou um número de nações quase duas vezes maior, passamos a amargar a lanterna.

O resultado brasileiro conseguiu ser pior do que o de todos os outros vizinhos de continente considerados na pesquisa. São eles, em ordem decrescente, a Argentina (31°), Colômbia (26°), Peru (25°), Chile (22) e o melhor do grupo, o Panamá (15°).




(Arte/Superinteressante)

Apenas 8% dos brasileiros entrevistados disse que a profissão de professores tem prestígio semelhante a de um médico. Entre 14 profissões diferentes, incluindo cargos como médicos, enfermeiros, bibliotecários e assistentes sociais, brasileiros avaliaram professores de ensino fundamental em último lugar.

Melhor arrumar as malas e partir para a Ásia. Em países como China, Malásia e Taiwan, quem ensina tem maior prestígio. Coreia do Sul e Cingapura aparecem bem ranqueados, no top 6 dos que mais sinalizam respeito aos mestres – logo após a Rússia, quarto lugar. Na China, 81% das pessoas acreditam que os alunos respeitam seus professores. A média mundial é de 36%.

Na maioria dos países analisados, costuma-se subestimar a jornada diária e a carga de trabalho dos professores. As duas exceções para essa regra, curiosamente, correspondem a duas nações que sempre costumam figurar entre as principais referências mundiais em educação, Canadá e Finlândia.

No Brasil, entrevistados estimaram que professores trabalham, em média, por 39.2 horas por semana. Segundo o indicador, a realidade costuma ser, normalmente, de 47.7 horas semanais trabalhadas.

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Em uma escala de zero a 10, a nota média do sistema educacional do país foi 4.2. Só o Egito deu uma nota menor para seus mestres, 3.8.

O chute feito pelos entrevistados brasileiros, nesse caso, passou bem perto da realidade. No ranking PISA, uma das principais avaliações de desempenho escolar do mundo, o Brasil é superado por 28 dos trinta países. Da lista, estamos na frente apenas o Peru. Todas essas considerações fazem parte da seção do relatório que trata especificamente da realidade brasileira.

“Esse levantamento finalmente é uma prova acadêmica de algo que sempre soubemos, meio instintivamente: a relação entre o respeito de um professor em dada sociedade e o desempenho das crianças na escola”, disse Sunny Varkey, fundador da instituição responsável pelo estudo, em entrevista à BBC. “Podemos, agora, afirmar sem dúvida alguma que respeitar os professores não é importante apenas como obrigação moral, é essencial para os resultados educacionais de um país”.

Você pode ler o relatório completo, e ter outras informações sobre o status de professores pelo mundo, clicando neste link.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Delegado do caso Daniel diz que família suspeita em envolvimento na morte do jogador está mentindo

Polícia diz que vai indiciar Edison Brittes Júnior, a esposa Cristiana e a filha Allana por homicídio qualificado e coação de testemunhas. Delegado disse nesta terça-feira (6) que não acredita na tentativa de estupro.

Por G1 PR e RPC Curitiba — Curitiba

06/11/2018 11h11 Atualizado agora
































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Edison, Cristiana Brittes e filha deles serão indiciados por assassinato do jogador Daniel

O delegado da Polícia Civil de São José dos Pinhais, Amadeu Trevisan, acredita que Cristiana Brittes e a filha dela Allana mentiram em depoimento prestado à polícia. Segundo o delegado, a família será indiciada por homicídio qualificado e coação de testemunhas.

De acordo com Trevisan, as duas combinaram uma versão com Edison Brittes Júnior, suspeito de ter matado o jogador Daniel, marido de Cristiana e pai de Allana, a respeito do espancamento e morte do atleta. "Eles estão mentindo", disse o delegado nesta terça-feira (6).

O corpo de Daniel Corrêia Freitas, de 24 anos, foi encontrado no dia 27 de outubro na região de Curitiba.

A sequência dos fatos e o que ainda não está claro sobre o crime

Cristiana e Allana foram ouvidas pela polícia na segunda-feira (5). Edison Júnior teve o depoimento adiado na manhã desta terça-feira porque seu advogado não compareceu à delegacia, mas em entrevista à RPC confessou ter matado o jogador.

Edison Júnior diz que reagiu "sob forte emoção" ao ver Daniel deitado ao lado da sua esposa. O empresário alega que o jogador tentou estuprar Cristiana.

O que a polícia acredita

Para o delegado, no entanto, o crime está esclarecido. "Já conseguimos reconstruir tudo que aconteceu na casa no dia do assassinato. Vamos ouvir mais algumas testemunhas hoje e teremos o depoimento do Edison amanhã", explicou Trevisan.

Segundo Trevisan, não há provas de que o jogador tentou estuprar Cristiana. "Confrontando as mensagens que Daniel trocou com amigos e os depoimentos, parece que Daniel só fez uma brincadeira infeliz, mas não há indícios de tentativa de estupro", disse.

O delegado acredita que a alegação da tentativa de estupro é um "fato isolado". "É a palavra dela, apenas", disse Trevisan.

Segundo o delegado, também não procede a versão da família de que Edison reagiu por "violenta emoção".

"Temos que observar o lapso temporal [do crime]" afirmou Amadeu Trevisan. "Edison teve tempo de espancar a vítima, de pegar uma faca, colocar a vítima no porta-malas e se deslocar até o local do crime. Não houve violenta emoção", completou.

O G1 entrou em contato com a defesa da família Brittes, mas até o momento não obteve resposta.



Polícia diz que vai indiciar Edison Brittes Júnior, a esposa Cristiana e a filha Allana por homicídio qualificado e coação de testemunhas. — Foto: Reprodução/RPC

Versão dos suspeitos

Em depoimento à Polícia Civil, a Cristiana Brittes disse que acordou com o jogador deitado sobre ela de cueca e que, então, começou a gritar assustada. "Ele dizia: 'Calma, é o Daniel', contou.

Cristiana disse no depoimento que Daniel estava "excitado" e que esfregava o pênis, que estava fora da cueca, pelo corpo dela. A mulher de Edison relatou também que o marido foi o primeiro a entrar no quarto, depois de arrombar a porta.

A filha do casal, Allana, também prestou depoimento. Allana disse ter ouvido gritos na casa e que, ao chegar no quarto dos pais, encontrou Edison segurando Daniel pelo pescoço, "como se o enforcasse".

A filha confirmou à polícia que a mãe tinha dito que Daniel tinha tentado estuprá-la.

Em entrevista à RPC, o empresário Edison Brittes Júnior disse que perdeu o controle quando agrediu Daniel. "Eu fiquei aterrorizado quando vi ele com a minha mulher", disse o empresário.

"Eu bati muito nele. Muito, muito. Tirei ele para fora da casa, não sei se estava acordado, desacordado, se só tinha fechado o olho", afirmou Edison.

Depois da agressão, segundo ele, o empresário colocou Daniel no porta-malas do carro e o tirou da casa, junto de três amigos.

Ele conta que os amigos tentaram o impedir de cometer o crime, “mas não iam conseguir” em função do descontrole emocional que tomou conta do empresário. Edison Brittes Júnior disse que usou uma faca para matar o jogador.


Empresário Edison Júnior, de 38 anos, a esposa dele Cristiana Brittes, de 35 anos, e a filha do casal Allana Brittes, de 18 anos, estão presos temporariamente — Foto: Reprodução/TV Globo

Coação de testemunhas

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Edison, Cristiana e Allana coagiram as testemunhas do crime para que combinassem uma versão diferente do caso.

Segundo a polícia, antes de ser preso, Edison Júnior chamou pessoas que estavam na festa para uma conversa em um shopping, em que o empresário tentou combinar a versão de que Daniel teria saído mais cedo da festa, ainda com vida.

O delegado também disse que, neste encontro, Edison pediu para que algumas testemunhas fossem "tiradas" da versão combinada.

Perícia

A polícia já recebeu o laudo da perícia realizada no corpo de Daniel. Segundo o laudo, o jogador apresentava 13,4 decigramas de álcool por litro de sangue.

"É uma dosagem muito alta, que prova que Daniel não tinha a menor capacidade de reagir às agressões", explicou o delegado.

O laudo também aponta que Daniel não usou drogas na noite da festa.

A polícia não encontrou os pertences do jogador. A investigação trabalha com a hipótese de que as roupas e celular de Daniel tenham sido queimados.

A faca do crime, que segundo o suspeito teria sido jogada em um riacho próximo ao local onde o corpo foi encontrado, também não foi encontrada.

Outros suspeitos

Um quarto suspeito se apresentou à polícia na segunda-feira, mas foi liberado.


Outros dois suspeitos que teriam espancado Daniel e acompanhado Edison no carro até o local onde o corpo foi encontrado se colocaram à disposição da polícia, mas ainda não foram ouvidos.

Daniel

O meia Daniel estava emprestado pelo São Paulo ao São Bento, time que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2017, jogou no Coritiba.

Daniel nasceu em Juiz de Fora (MG) e tinha 24 anos. Revelado pelo Cruzeiro, o meia também passou pelo Botafogo e Ponte Preta.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Agentes de trânsito auxiliam pedestres no Maiobão - Paço do Lumiar

Prefeitura de Paço do Lumiar lembra de 1 ano da morte de Alana Ludmila



A Prefeitura de Paço do Lumiar se solidariza com a família e amigos da menina Alana Ludmila pela passagem de 1 ano do seu falecimento e convida a população luminense para uma caminhada pela paz em homenagem à estudante luminense, assassinada em sua casa no Maiobão.

A “II Marcha Alana Ludmila Todos pela Paz” será realizada no dia 9 de novembro, a partir das 15h30, com concentração na escola comunitária Centro Educacional Sagrada Família, na Rua 24, no Maiobão, e seguirá em direção à Praça da Bíblia, na Avenida 10.

A marcha é uma realização da escola Sagrada Família, onde Alana Ludmila estudava, e conta com o apoio da Prefeitura de Paço do Lumiar. A organização sugere que todos vistam camisa branca.

“Me solidarizo com a família da Alana Ludmila na passagem destes 365 dias de muita saudade e tristeza. Rogo a Deus para que hoje os corações de todos batam com mais serenidade, embora com eterna saudade”, declarou o prefeito Dutra, que participará da caminhada ao lado de membros da gestão municipal.