domingo, 16 de dezembro de 2018

Marinho do Paço, presidente da Câmara de Paço do Lumiar sofre derrotas na justiça e tenta impedir eleição

Texto de Edgar Ribeiro com adaptação 

Desde das primeiras horas deste sábado (15) que o vereador Marinho – atual presidente da Câmara Municipal de Paço do Lumiar começou a sofrer derrotas no intuito de impedir a eleição da nova Mesa Diretora do Legislativo Municipal.


Marinho e Vanusa traçando as estratégias constatadas no sábado, dia 15.

A eleição foi determinada pela desembargadora Ângela Salazar na forma da Lei Orgânica Municipal. Decisão que Marinho não apresentou recurso.

Marinho simulou cumprir a decisão judicial, e associado com a vereadora Vanusa – Vice-Presidente da Câmara convocaram a eleição para as 09:00 horas deste sábado. Em seguida partiu para impedir a eleição na Câmara.

Na calada da noite – às 20 horas da sexta-feira (14), Marinho apresentou no plantão do Fórum de São Luís o MANDADO DE SEGURANÇA Nº 0864615-80.2018.8.10.0001 contra a vereadora Vanusa, a mesma que ele articulou no dia 11 (terça-feira) para convocar a eleição.

O juiz José Américo Abreu Costa, de plantão no Fórum de São Luís não apreciou o pedido de Marinho porque já existia o processo de relatoria da desembargadora Ângela Salazar, do qual Marinho não apresentou recurso.

No mesmo horário da sexta-feira, Marinho apresentou no plantão do TJMA Outro MANDADO DE SEGURANÇA Nº 0810806-81.2018.8.10.0000, desta vez para o desembargador Jamil Gedeon plantonista do dia no TJMA.

O desembargador Jamil Gedeon verificou que o vereador Marinho não tinha apresentado recurso da decisão da desembargadora Ângela Salazar e indeferiu.

Não satisfeito, Marinho tentou o terceiro “Vai Que Cola” para cima do Judiciário - apresentou também no plantão do TJMA o AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0810815-43.2018.8.10.0000, desta vez dando uma de João sem braço para cima do desembargador 

Mais uma vez o desembargador Jamil Gedeon indeferiu o pedido de Marinho e registrou: “todo argumento do impetrante se volta contra a realização das eleições, sem porém demonstrar de forma clara e incisiva qual seria o verdadeiro ato de autoridade pública, ou seja, da Câmara de Vereadores, que estaria a afetar o seu suposto direito de ser mantida a eleição antes realizada”.
Marinho trancou a Câmara para os vereadores não entrarem – sumiu com os livros de registro da Casa Legislativa e tentou de todas as formas impedir a eleição, inclusive, mandou afixar uma Portaria na dependência da Câmara que mandava suspender a Sessão Extraordinária previamente convocada.

Não adiantou, pois 10 dos 17 vereadores presentes, presididos pelo 3º secretário, realizaram a eleição e em votação aberta elegeram a chapa “RENOVAR COM RESPONSABILIDADE”, encabeçada pelo vereador Fernando Muniz.

A chapa foi eleita pela unanimidade dos presentes, conforme a integra da votação.

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