terça-feira, 13 de novembro de 2018

A União Brasileira de Mulheres – UBM/MA, manifesta indignação frente à violência sofrida pela radialista Adriana Sousa, da Rádio Cultura do Conjunto Maiobão, no último dia 07 de Novembro.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o agressor, o advogado e ex candidato a vereador de Paço do Lumiar, Eduardo Cruz, espancou a vítima em seu escritório, de modo que, a agressão está sendo considerada como tentativa de homicídio, tal a violência do ato.

Não podemos compactuar com atrocidades como essa, sofrida todos os dias
por mulheres em nosso município. Recentemente lembramos, por meio de uma caminhada, o feminicídio sofrido pela menina Alanna Ludmila que completou um ano
neste mês de Novembro.

Todos os dias milhares de mulheres sofrem violência das mais diversas naturezas. Vítimas são da dureza e brutalidade pela qual são submetidas vivendo sob o medo do machismo e do patriarcado. Em Paço do Lumiar, município que registra índices
alarmantes, mesmo depois da Lei Maria da Penha que busca garantir com mais eficácia
a punição aos agressores, nos traz um dado importante para pensar sobre o combate a violência: a agressão não tem classe social, mas tem cor, levando em consideração que
mulheres negras são as mais vitimadas, face as mulheres brancas.

Deste modo, é
necessário pensar políticas de apoio, assistência e educação que favoreçam uma cultura não sexista para todas as mulheres, independente de classe ou cor, mas refinar o olhar para este último no sentido de combater os padrões de violência que são perpetuados.

Por isso, em repúdio à violência sofrida por Adriana e tantas outras
Adrianas, instituiu-se os dias que vão entre 25 de Novembro e 10 de Dezembro, a
campanha internacional dos 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero, passando
pelo 06 de Dezembro que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da
Violência Contra as Mulheres e, no Brasil, desde 2003, as atividades começam a partir do dia 20 de Novembro, dia da Consciência Negra. Que estas datas nos tragam a reflexão necessária, bem como o empenho de homens e mulheres para uma sociedade mais igualitária, justa e fraterna.

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