sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Acusado de matar brasileira na Nicarágua diz que se sentiu ameaçado


Versão é da Promotoria; acusação pediu que ex-militar Pierson Gutierrez Solis seja condenado a 15 anos de prisão por homicídio

principal suspeito do assassinato da estudante pernambucana de medicina Raynéia Gabrielle Lima, morta na Nicarágua no último dia 23, afirmou que atirou contra a brasileira porque acreditou que corria perigo, segundo versão apresentada pela Promotoria local.
De acordo com o jornal local La Prensa, em seu depoimento oficial, concedido a portas fechadas, o ex-militar Pierson Gutierrez Solis admitiu ter matado Raynéia. Ele, porém, afirmou que considerou o comportamento da brasileira suspeito e se sentiu ameaçado.
La Prensa teve acesso aos documentos da audiência secreta realizada no feriado de 1º de agosto. A versão dada por Solis, porém, é considerada inverossímil e fantasiosa pelo jornal.
O veículo nicaraguense diz ainda que a Promotoria corroborou com o depoimento e “forneceu uma incrível acusação em que culpa a jovem de ter provocado sua própria morte por dirigir de forma ‘descontrolada e em atitude suspeita’”.
Raynéia era estudante do sexto ano do curso de Medicina da Universidade Americana (UAM), em Manágua. De acordo com sua mãe, Maria José da Costa, a estudante saiu do hospital onde fazia residência na noite de segunda-feira (23) e foi até a casa de uma amiga. Dirigindo de volta para sua residência, foi atingida por um tiro de grosso calibre e bateu o carro em seguida.

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