sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Aneel anuncia que contas de luz de janeiro terão bandeira verd

BRASÍLIA – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que as contas de luz terão bandeira verde no mês de janeiro. Com isso, os consumidores não terão de pagar taxa adicional no próximo mês. Em dezembro, vigorou a bandeira vermelha em seu primeiro patamar, cuja taxa é de R$ 3,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.


A mudança da bandeira foi possível em razão do aumento das chuvas nas últimas semanas, que ajudaram a recuperar o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

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"O acionamento dessa cor indica condições favoráveis de geração hidrelétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica", informou a Aneel.

O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista (PLD). Essa metodologia está em audiência pública e pode ser alterada no início de 2018.

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No novo sistema, a bandeira verde continua sem taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 kWh. No primeiro patamar da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E no segundo patamar da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh.

O sistema de bandeiras tarifárias é uma forma diferente de cobrança na conta de luz. O modelo reflete os custos variáveis da geração de energia.

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Antes, esse custo era repassado às tarifas uma vez por ano, no reajuste anual de cada empresa, e tinha a incidência da taxa básica de juros, a Selic. Agora, esse custo é cobrado mensalmente e permite ao consumidor adaptar seu consumo e evitar sustos na conta de luz.

Programa Moto Legal segue beneficiando cidadãos maranhenses


Moto Legal está beneficiando proprietários de motocicletas em todo o Maranhão. (Foto: Moto Legal)
Moto Legal está beneficiando proprietários de motocicletas em todo o Maranhão. (Foto: Moto Legal)
O Moto Legal continua beneficiando proprietários de motocicletas com dívidas em atraso em todo o Maranhão. O programa foi prorrogado até dia 10 de janeiro, levando a oportunidade de legalização para mais cidadãos maranhenses. Até está sexta-feira (29), mais de 20 mil veículos já foram regularizados.
A diretora geral do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), Larissa Abdalla Britto, destaca que o objetivo do programa é tirar da ilegalidade o maior número de veículos em circulação em todo o estado e seus condutores atendam às normas de segurança. “O prazo foi prorrogado para gerar mais chances para que, proprietários de veículos com impostos atrasados, quitem seus débitos e andem na lei”, disse a diretora.
Para o motoboy José Carlos da Silva, os descontos do Moto Legal chegaram em boa hora. “Eu havia perdido o prazo de adesão e quando soube que havia sido ampliado, corri para garantir a legalização da minha motocicleta. Nada melhor que iniciar o novo ano com tudo certinho”, concluiu José Carlos.
O Detran-MA realiza, desde o início de dezembro, diversas ações em todo o Maranhão com o objetivo de facilitar a adesão ao Moto Legal. Os proprietários interessados em participar do programa têm mais dez dias para ter acesso aos benefícios. Basta se dirigir à sede do Detran-MA, na Vila Palmeira, em qualquer um dos Postos Avançados ou em qualquer uma das 15 Circunscrições Regionais de Trânsito em todo o Maranhão, e apresentar aos atendentes do órgão o número do CPF e a placa do veículo.
Conheça os benefícios do Moto Legal
O programa Moto Legal permite a legalização do veículo com o pagamento de R$ 50 para cada ano de atraso. Desse valor, R$ 20 correspondem ao licenciamento e R$ 30 ao IPVA. Ou seja, se a moto estiver com o IPVA e o licenciamento atrasados há um ano, a quantia a ser paga é de R$ 50. Se forem dois anos: R$ 100, e assim sucessivamente.
O programa também oferece vantagens para a quitação do IPVA 2017. Nesse caso, o beneficiado é dispensado de pagar juros e multas por atraso, e ainda tem um desconto de 50% do valor devido. O Moto Legal não inclui a quitação de débitos relativos ao DPVAT, que é de competência federal.

O que dizem os matemáticos sobre as ditas fórmulas certeiras e dicas infalíveis para se ganhar na loteria


Sites na internet e cartilhas em bancas de jornais defendem truques como repetição de números vencedores e evitar senas sequenciais.




Por BBC

29/12/2017 09h23 Atualizado há 5 horas




Mega-Sena da Virada de número 2000 tem prêmio estimado em R$ 280 milhões (Foto: Agência Brasil)


Enquanto, na virada do ano, muitos estarão fazendo a contagem regressiva para a meia noite ou enumerando metas para 2018, outros estarão ávidos para verificar se as seis dezenas apostadas na Mega-Sena da Virada trarão para eles um novo ano de muita prosperidade. Na edição que se aproxima, a de número 2.000, a prosperidade atende pelo nome de pelo menos R$ 280 milhões - a contemplar um ou mais felizardos.

E pelo que dão a entender dezenas de sites na internet que vendem dicas infalíveis, fórmulas certeiras e conselhos garantidos para marcar no bilhete os números que serão sorteados, só não vai ganhar quem não quiser ou for muito desatento.


Pululam também livros e cartilhas vendidos em bancas de jornais com outro tanto de mágicas para ficar milionário com a principal loteria do país. Entre as mais comuns, está a que é baseada no levantamento de todas as dezenas que saíram em todos os concursos anteriores. A dica então seria apostar nas mais sorteadas e nunca nas que apareceram menos.

Outra recomendação comum, que teria o poder de aumentar as chances de acertar a Mega-Sena, é nunca jogar em dezenas sequenciais, como, por exemplo, 01, 02, 03, 04, 05 e 06 ou 26, 27, 28, 29, 30 e 31. As cartilhas também alertam: não se deve apostar nos números que estão numa mesma coluna vertical da cartela.

Mais uma fórmula que daria passagem sem escalas para a riqueza recomenda dividir o bilhete em quatro quadrantes e escolher números em todos eles. Outra dica: sempre se deve apostar numa mesma quantidade de pares e ímpares.

Antes de lançar mão de uma dessas fórmulas na esperança de ficar milionário, é preciso levar em conta um fato - esse sim, matematicamente infalível: elas não funcionam. Não importa o que você faça, a chance de qualquer uma das 60 dezenas ser sorteada é a mesma de qualquer outra.


"Infelizmente, essas fórmulas não podem ajudar quem aposta na Mega-Sena", avisa o físico e doutor em Matemática Augusto Quadros Teixeira, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).


Para o especialista em probabilidade, muita gente acredita nestas soluções porque o cérebro humano tenta buscar padrões na natureza à sua volta, inclusive em sua aleatoriedade.


"Isso talvez explique porque tantas pessoas tentam encontrar tais fórmulas", diz. "Mas para sorteios feitos de maneira correta e honesta é impossível tentar prever padrões ou aumentar suas chances de acertar as dezenas que serão sorteadas."


Eventos independentes


O matemático Ricardo Miranda Martins, do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lembra que as seis dezenas mais sorteadas nos 1.999 concursos da Mega-Sena realizados até hoje foram 04, 05 (que saiu 230 vezes), 10, 23, 24 e 53, e as seis menos foram 26 (que saiu somente 164 vezes), 55, 22, 21, 25 e 60.


Mas isso não significa que se deva apostar nas primeiras e esquecer as outras.


"Os resultados anteriores não interferem no concurso seguinte", garante Martins. "Por exemplo, se você está jogando cara ou coroa e os últimos 20 lançamentos resultaram em coroa, você deveria apostar que o próximo seria cara? Ou coroa?"


"Surpreendentemente, a probabilidade do próximo lançamento ser uma ou outra é exatamente a mesma: 50% para cada. São eventos independentes."


A ideia de que senas sequenciais são mais difíceis de sair do que outras com número aleatórios também não tem suporte nas leis da matemática.


"Cada sena considerada individualmente tem a mesma chance de sair do que outra, e é ínfima", diz Hubert Marie Lacoin, do IMPA. "Tendo só 55 possibilidades de sena em sequência (tem 55 jeitos de escolher o primeiro numero), então podemos afirmar que com grande probabilidade nunca veremos uma dessa sair nos próximos 1.000 anos se fizermos sorteios diários. Mas a mesma observação vale para outras que contem os números 08, 33, 34, 48, 51 e 60 ou outros seis quaisquer. Por essa razão, a segunda possibilidade não é melhor que a primeira."




Especialistas asseguram que resultados de concursos do passado não interferem nos do futuro; matematicamente, são eventos independentes (Foto: Getty Images)

Numerologia

Para Martins, os motivos que levam as pessoas a não escolherem números de forma sequencial são puramente psicológicos.


"Optar por não jogar números em sequência ou escolher a data de aniversário dos filhos não altera a chance de ser sorteado", garante.


Além do caráter psicológico, outras fórmulas frequentemente sugeridas aliam componentes pessoais - como datas de nascimento e letras de nomes - a um caráter místico. É o caso da numerologia. Apesar de ela trabalhar apenas com números de um dígito, há na rede inúmeras sugestões de como fazer combinações de algarismos para acertar na Mega-Sena. Pode-se, por exemplo, pegar o número de letras de seu próprio nome completo, juntar com os do dia, mês e ano de nascimento, além da dezena correspondente ao dia do mês, da semana e da hora em que se joga.


E por aí vai, as combinações são infinitas.


Entretando, na verdade, Teixeira destaca que é a imutabilidade - ou seja, a possibilidade de uma sequência sair seja sempre a mesma - o que deixa as pessoas angustiadas.


"Mas é esta mesma característica que assegura que as regras do jogo sejam justas para todos os apostadores", diz.


Prêmio garantido com aposta de R$ 175 milhões



Mas nem tudo está perdido para quem busca estratégias racionais.


A única maneira de aumentar as chances de acertar a Mega-Sena é jogar um número maior de bilhetes.


Em um exemplo extremo, alguém que apostasse em todas as 50.063.860 de possibilidades teria a certeza de que uma de suas cartelas seria a vencedora, além de acertar muitas quadras e quinas.


"Com cada cartão custando R$ 3,50 ele gastaria R$ 175.223.510 para um prêmio de R$ 280 milhões", diz Martins. "O problema é que se outro apostador também acertasse os seis números sorteados, o que gastou R$ 175 milhões ficaria com um prejuízo de cerca de R$ 35 milhões."


Além disso, cabe a pergunta: se ele tivesse todo esse dinheiro, por que jogaria na loteria?




Contra a maré




Outra estratégia pode ser diminuir a concorrência pelo grande prêmio. Como todas as senas têm a mesma possibilidade de sair, o apostador deve escolher uma que ele ache que ninguém ou poucos outros escolherão.


"Deve haver padrões que podem ser levados em conta para tentar maximizar a probabilidade de, em acertando a combinação vencedora, ter uma quantidade mínima de outros acertadores com quem dividir o prêmio total", diz o estatístico Luiz Renato Fontes, do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).


Ele ressalta, no entanto, que não sabe dizer quais seriam esses padrões.


"Mas como diz um artigo que li recentemente, datas de nascimento, por exemplo, podem ser usadas mais do que outros números pelo público apostador", diz.


Então, talvez, uma sena pouco apostada poderia ser uma sequencial, com números acima de 31 (para evitar as datas de nascimento). Mas isso é apenas conjectura.


"Existe uma antiga piada matemática que diz que a chance de ganhar na Mega-Sena é a exatamente a mesma, independentemente de você jogar ou não", conta Martins. "É uma anedota que indica o quão difícil é acertar as seis dezenas, isto é, uma sena particular entre 50.063.860 de possibilidades."

Desemprego fica em 12% e atinge 12,6 milhões de brasileiros


É a menor taxa do ano, mas a maior para novembro de toda a serie histórica.

Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1

29/12/2017 09h01 Atualizado há 50 minutos





Geração de postos de trabalho precário provocam queda no desemprego, aponta IBGE



O desemprego ficou em 12% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa do ano, mas a maior para o período de setembro a novembro de toda a série histórica, iniciada em 2012. No período, o Brasil tinha 12,6 milhões de desempregados.


Em relação ao trimestre anterior, de junho a agosto, a taxa de desocupação recuou 0,6 ponto percentual. Na comparação com o mesmo trimestre de 2016, quando a taxa ficou em 11,9%, houve estabilidade.


“A queda dessa taxa se dá pelo aumento da ocupação e não pela saída de pessoas da força de trabalho”, destaca Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.


O pesquisador enfatizou que enquanto a ocupação cresceu 1,9%, o crescimento demográfico no mesmo período foi de 1,3%. "Esse é um movimento positivo", analisa.


No entanto, o pesquisador ressalta que há precariedade na criação dos empregos. “Essa ocupação que aumenta é voltada para empregos sem carteira de assinada e para trabalho por conta própria. Ou seja, a geração de emprego é de trabalhos precários”, pondera.


Azeredo enfatizou que, embora o desemprego esteja em queda, o Brasil tem hoje "praticamente o dobro de desempregados do que tinha há quatro anos”. O menor contingente de desocupados no país na série histórica da pesquisa foi observado em novembro de 2014, quando chegou a 6,3 milhões.
Taxa de desemprego no trimestre móvel em 2017

População ocupada e desocupada

A população desocupada, de 12,6 milhões, caiu 4,1% (menos 543 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, terminado em agosto, quando a desocupação foi estimada em 13,1 milhões de pessoas. Já ante igual trimestre de 2016, quando havia 12,1 milhões de desocupados, a alta foi de 3,6% (mais 439 mil pessoas). De acordo com o IBGE, é o menor contingente de desempregados desde dezembro de 2016.


Já a população ocupada (91,9 milhões) cresceu 1% em relação ao trimestre anterior (mais 887 mil pessoas). Segundo o IBGE, é o maior contingente de ocupados desde dezembro de 2015. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (90,2 milhões de pessoas ocupadas), o crescimento foi de 1,9% (mais 1,7 milhão de pessoas).


O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,4% no trimestre terminado em novembro, com alta de 0,4 ponto percentual ante o trimestre anterior (54%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, quando o nível da ocupação no Brasil foi de 54,1%, também houve aumento de 0,4 ponto percentual.


“O nível de ocupação cresceu porque o número de pessoas ocupadas subiu mais do que a população em idade para trabalhar. Mas esse número tem que ser visto com cautela, pois, ao mesmo tempo em que o crescimento da taxa de desocupação desacelerou, a qualidade das ocupações caiu. O mercado de trabalho está cada vez mais voltado para a informalidade”, explica Azeredo.






12,6 milhões de brasileiros começaram dezembro desempregados

Com e sem carteira assinada

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,2 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior terminado em agosto. No confronto com mesmo trimestre de 2016, houve queda de 2,5% (menos 857 mil).

Já o número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,2 milhões de pessoas) cresceu 3,8% em relação ao trimestre anterior (mais 411 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2016, a alta foi de 6,9% (mais 718 mil pessoas).

Por conta própria e domésticos

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23 milhões de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre terminado em agosto. Em relação ao mesmo período de 2016, houve alta de 5% (mais 1,1 milhão de pessoas).


Os empregadores (4,4 milhões de pessoas) aumentaram em 4,6% em relação ao trimestre anterior e 5,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 243 mil pessoas).


O número de trabalhadores domésticos (6,3 milhões de pessoas) cresceu 3,5% no confronto com o trimestre anterior e 4,1% frente ao mesmo trimestre de 2016 (mais 250 mil pessoas).


Azeredo apontou que, desde o início da crise econômica e seus consequentes reflexos no mercado de trabalho, tem-se observado um crescimento constante no número de trabalhadores domésticos.


“Isso é um número bastante expressivo, considerando que são os salários mais baixos, que 95% destes trabalhadores são mulheres e que 60% são pretos ou pardos. Além disso, é uma forma de inserção no mercado com pouca carteira assinada. Por isso, a gente não pode ver como ponto positivo a entrada desses trabalhadores no mercado de trabalho”, comenta.


Segundo o pesquisador, o trabalho doméstico é uma válvula de escape para sobrevivência. "O Brasil é o país com maior incidência de trabalho doméstico do mundo", analisa.


Já o grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 11,6 milhões de pessoas, apresentou estabilidade em ambas as comparações.

Temer assina decreto definindo salário mínimo de 2018 em R$ 954 Valor do salário mínimo, que atualmente é de R$ 937, terá reajuste de R$ 17. Medida valerá a partir de 1º de janeiro.

O presidente da República, Michel Temer, assinou nesta sexta-feira (29) decreto que fixa em R$ 954 o valor do salário mínimo em 2018, aumento de R$ 17 em relação ao valor em vigor. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 937.
A medida será publicada ainda nesta sexta em edição extra do "Diário Oficial da União". O reajuste valerá a partir de 1º de janeiro.
O reajuste do salário mínimo é menor do que a estimativa que havia sido aprovada pelo Congresso Nacional, de R$ 965. O valor é definido por um cálculo que leva em conta a inflação do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.

O decreto presidencial estabelece ainda que o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 31,8, e o valor horário, a R$ 4,34.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Brasil tem 12 mi de analfabetos acima de 15 anos; Ensino Fundamental está universalizado

 02:57 EducaçãoNotícias 21/12/2017 - 12h19 Rio de Janeiro Embed
Raquel Júnia

Apesar de o Plano Nacional de Educação (PNE) estabelecer como meta a erradicação do analfabetismo no Brasil até 2025, os dados apresentados nesta quinta-feira (21) revelam que ainda há um longo caminho a percorrer.

O Brasil ainda tem 12 milhões de analfabetos acima de 15 anos, o que corresponde a uma taxa de analfabetismo de 7,2%.

O mesmo PNE estabelecia que esta taxa deveria ser 6,5 %, em 2015. O índice de analfabetismo é maior entre as pessoas mais velhas. A taxa atinge 20% entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade.

Mais uma vez, os dados revelam as desigualdades regionais do Brasil e também raciais.

A taxa de analfabetismo da Região Nordeste é cerca de quatro vezes maior do que a taxa apresentada nas regiões Sudeste e Sul.

Para as pessoas pretas ou pardas a taxa foi mais do que o dobro da observada entre as pessoas brancas.

A pesquisadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Helena Oliveira Monteiro destaca que os dados têm a função de monitorar como está o país em relação às metas do PNE.

Apenas 30% das crianças de 0 a 3 anos estão na creche. A partir da idade obrigatória para a matrícula, que é 4 anos, a taxa de escolarização chega a 90%, nas idades de 4 e 5 anos.

No Ensino Fundamental, que abrange a faixa etária de 6 a 14 anos, o país praticamente já alcançou a universalização, com uma taxa de 99%.

O índice cai novamente na faixa etária de 15 a 17 anos, cuja taxa de escolarização é de 87,2%.

Estudantes podem pedir dispensa do Enade até 31 de janeiro


 01:31 EducaçãoNotícias 28/12/2017 - 20h41 Brasília Embed
Mariana Martins

Pessoas inscritas no Enade, Exame Nacional de Desempenho de Estudantes deste ano que não compareceram à prova, que foi aplicada em 26 de novembro, podem solicitar a dispensa até o dia 31 de janeiro de 2018.

O pedido de dispensa deve ser feito no Sistema Enade, com login e senha. Os estudantes devem apresentar, por meio eletrônico, documento comprobatório digitalizado referente ao impedimento de participação no exame.

Para a liberação do exame são aceitas justificativas de acidentes, assalto, casamento, luto, acompanhamento de cônjuge, problemas de saúde, licença maternidade e paternidade ou exercício de atividade profissional no dia da prova.

A análise das solicitações das dispensas será feita pelos coordenadores de curso das instituições de ensino superior.

Quem tiver o pedido indeferido poderá apresentar recurso ao o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, de 5 a 23 de fevereiro de 2018, também de forma eletrônica e mesma plataforma.

O Enade é componente obrigatório dos cursos de graduação e avalia o rendimento dos concluintes em relação aos conteúdos, habilidades e competências adquiridas.

O estudante habilitado para o Enade que faltar à aplicação da prova e não justificar a ausência pode ser impedido de receber o diploma.

3 ANOS DE MUDANÇA – Educação integral e ensino profissionalizante se tornam realidade em todas as regiões do Maranhão


IEMA oferece toda a estrutura necessária para o ensino profissionalizante e em tempo integral. (Foto: Divulgação)
A educação integral é uma realidade no Maranhão com a implantação da rede do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA). Oportunidade para milhares de estudantes concluírem o ensino médio e se prepararem para o mercado de trabalho em um dos diversos cursos profissionalizantes oferecidos. A rede tem unidades em mais de 70 municípios, incluindo a capital, com mais de 10 mil alunos matriculados.
IEMA oferece toda a estrutura necessária para o ensino profissionalizante e em tempo integral. (Foto: Divulgação)

Criada na gestão do governador Flávio Dino, a rede IEMA resgata a formação profissional nesta etapa decisiva dos estudos. “Os institutos possuem um modelo pedagógico inovador, no qual o estudante desenvolve o cronograma junto com o professor e no qual a oferta se alinha à demanda social e econômica. O jovem sai do ensino médio capacitado para o mercado de trabalho”, diz o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Davi Telles.
Ao todo são 19 IEMAs, sendo sete Unidades Plenas (com ensino médio e cursos profissionalizantes) e 12 Vocacionais (formação técnica). Destas, 15 unidades estão em cidades do interior do estado, além de bases itinerantes nas escolas da rede estadual de ensino. As unidades contam com laboratórios, salas de aula, auditório, refeitório, vestiários, quadra poliesportiva e banheiros. A rede será ampliada com mais 12 unidades que estão em obras atualmente.
A oportunidade da educação profissionalizante faz toda a diferença para o jovem Ruan Pires, de 16 anos. Cursando o último ano do ensino médio no IEMA São Luís, ele optou pelo curso Programação de Computador. Na expectativa da conclusão dos estudos, ele já se prepara para fazer uso deste aprendizado. “O curso está sendo muito proveitoso, mais do que eu esperava. É uma área que eu já gostava e essa formação no período do estudo facilita muito. Para nós, jovens, é um ganho muito valioso”, disse.
Ruan Pires estuda no IEMA São Luís e destaca o valor da formação profissional. (Foto: Divulgação)
As atividades seguem o modelo do Instituto Federal, que é pioneiro pelo diferencial de ofertar educação em tempo integral. Além do ensino regular, o instituto oferece cursos técnicos voltados para a formação profissional. Entre os mais de 20 cursos oferecidos estão: Eventos, Informática, Meio Ambiente, Serviços Jurídicos, Administração, Agropecuária, Recursos Pesqueiros, Cooperativismo, Agricultura Orgânica, Eletrotécnica, Avicultura, Equipamentos Biomédicos, Guia de Turismo, Logística e Mineração. As atividades são realizadas das 7h às 17 horas.
No interior do estado, os cursos a serem oferecidos são definidos em audiências com as comunidades. A rede considera a vocação das regiões para ofertar a capacitação. O cumprimento do cronograma de expansão do IEMA é mais uma prova do modelo bem-sucedido de educação, implantado pelo Governo do Estado. A meta do governador Flávio Dino é alcançar 22 unidades em funcionamento até o final de 2018.
IEMA oferece toda a estrutura necessária para o ensino profissionalizante e em tempo integral. (Foto: Divulgação)
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