domingo, 5 de novembro de 2017

Roberto Rocha usou 109,2 mil de cota parlamentar para vigilância privada



O senador Roberto Rocha (PSDB) usou R$ 109,2 mil da cota parlamentar com segurança privada, de janeiro a outubro deste ano, segundo reportagem do Jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada neste domingo (5).
O tucano desembolsou de R$ 10.740 a R$ 15 mil para contratar vigilância para um escritório em São Luís. Ele foi o segundo entre os 81 senadores que mais gastou a cota parlamentar com segurança privada. O recordista é o senador Fernando Collor (PTC-AL).
Rocha evoluiu nos gastos nos últimos anos – passou de R$ 36,5 mil, em 2015, para R$ 86,7 mil, em 2016, e já superou o montante em 2017.
As regras sobre a cota parlamentar não explicitam se o uso da verba em segurança é proibido. Embora haja um artigo permitindo a destinação da cota parlamentar para “serviços de segurança prestados por empresa especializada”, o gasto com vigilância patrimonial só poderia ser feito em escritórios de apoio dos senadores nos Estados de origem. De acordo com o Regimento Interno do Senado, aplicar recursos “recebidos em atividades que não correspondam rigorosamente às suas finalidades estatutárias” é considerado “irregularidade grave”.
 Procurada pelo Estadão, a assessoria de Roberto Rocha disse que “os valores se referem exclusivamente à segurança patrimonial, uma vez que o congressista maranhense tem dois escritórios de representação política no Estado (São Luís e Imperatriz)”. “Em cada caso, o pagamento refere-se a uma empresa especializada que presta serviços de monitoramento 24 horas, composto de câmeras de vigilância e um guarda por turno. O senador não tem serviços de segurança pessoal.”

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