sábado, 3 de junho de 2017

Grupo de voluntários tenta resgatar usuários da Cracolândia para tratamento

Cerca de 150 pessoas foram na manhã deste sábado (3) à Cracolândia, no Centro de São Paulo, para uma ação social batizada de Cristolândia. Neste domingo (2), completam-se duas semanas desde que a Prefeitura e o Governo do Estado ocuparam a área. Os dependentes químicos, no entanto, seguem espalhados por ruas da região.

A administração municipal diz que neste período de quase duas semanas após a megaoperação policial fez 8350 abordagens a dependentes químicos no bairro da Nova Luz. Pouco mais da metade dos usuários foram encaminhados para serviços de assistência social. O restante recusou o tratamento.

Em paralelo ao trabalho dos agentes da Prefeitura, um grupo ligado à Igreja Batista também tenta ajudar. Os religiosos trabalham há oito anos na região. “Entendemos que os usuários de crack estão excluídos da sociedade. Então, o trabalho é para resgatar essas pessoas e criar oportunidades para que elas sejam reinseridas”, conta Fernando Macedo Brandão.

Os que aceitam a assistência do grupo são encaminhados para uma unidade de tratamento do projeto. “Nós temos hoje dez unidades. Nós atendemos aqui, abrigadas conosco já, 340 pessoas e a nossa intenção hoje é resgatar mais 50 pessoas”, explica a gerente de assistência social do programa, Anair Bragança.

Um dos integrantes do trabalho voluntário é Lodemir José Silva. Hoje, ele está do lado de quem oferece ajuda, mas por um bom tempo esteve do lado de quem necessitava de auxílio. “Eu vivi 22 anos da minha vida no mundo das drogas, 16 anos no crack. Hoje, Deus mudou a minha história e faço parte de um time que está em busca de vidas”, relata.

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