domingo, 8 de janeiro de 2017

Chega a 33 o número de mortos em penitenciária de Roraima

Os corpos de mais dois presos foram encontrados enterrados, durante varredura dentro do presídio, neste sábado (7).

Subiu para 33 o número de mortos na Penitenciária Agrícola de Roraima. Os corpos de dois presos foram encontrados neste sábado (7), enterrados dentro do presídio.

Os corpos foram encontrados durante uma varredura dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, feita pelo Batalhão de Operações Especiais. A ação aconteceu depois que parentes de presos disseram que havia detentos desaparecidos e que não estavam na lista oficial de mortos com 31 nomes, divulgada neste sábado (7).

“Recebi a ligação lá de dentro, anônima, e o rapaz me falou: ‘Olha dona Simone, eu tô ligando pra lhe avisar que o seu Jaime não tá aí no IML, seu Jaime foi morto aqui dentro da cozinha. Enterraram ele dentro de um buraco'... E meu marido tá enterrado lá na cozinha’", diz a dona de casa Simone Alves.

Cozinha é como os presos chamam uma das alas da penitenciária, onde eles vivem em barracos.
Em nota, a secretaria de Segurança de Roraima informou que os corpos foram encontrados nessa ala e que a perícia está na prisão para identificar os corpos.

Neste sábado, policias e agentes penitenciários confirmaram que fotos e vídeos recebidos em mensagens de celular por parentes de presos são autênticos. Nas imagens, detentos que participaram das mortes em Roraima dizem que elas foram uma retaliação ao massacre nos presídios do Amazonas. O governo de Roraima nega essa ligação entre os massacres.

O Instituto Médico Legal (IML) começou a liberar neste sábado os corpos dos presos.

"A perspectiva é que nós consigamos realizar todo o trabalho em pelo menos dois dias. A gente já tá dentro do início... Ou melhor, do final do primeiro dia. Se Deus quiser, até amanhã ou no mais tardar segunda-feira, a perspectiva é que se consiga", afirma o diretor do Instituto Médico Legal de Roraima, Rodrigo Matoso.

Esta semana, antes dos crimes, a secretaria de Justiça pediu a transferência de oito chefes de facções criminosas para presídios federais de segurança máxima.

O Ministério da Justiça afirmou que vai pesquisar a situação dos detentos, mas que as transferências dependem da autorização de um juiz estadual.

O secretário de Justiça de Roraima disse neste sábado que vai pedir que o governo federal mande para o estado homens da Força Nacional. A ideia é que o efetivo da Força Nacional reforce a segurança que vem sendo feita por policiais militares e agentes penitenciários.

"Na segunda-feira, o governo do estado vai requerer junto ao ministro da Justiça o envio da Força Nacional”, explica o secretário de Justiça de Roraima, Uziel Castro.

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