segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O jeitinho brasileiro

Trabalho por conta própria deixa de ser opção

Em tempos de recessão prolongada, até mesmo o trabalho por conta própria deu sinais de saturação em 2016. Em 7 meses, o Brasil perdeu mais de 1,4 milhão de autônomos – categoria que reúne os chamados PJs (pessoas jurídicas), microempreendedores individuais (MEIs) e todos aqueles que não pagam salário para funcionário.
Ou seja, muitos dos desempregados que tentaram abrir um negócio próprio quebraram ou desistiram da empreitada, aumentando o contingente dos sem trabalho.
"Até meados do ano, as pessoas que estavam fora do mercado formal de alguma maneira conseguiam recolocação na informalidade. Buscavam uma alternativa com algum trabalho de menos qualidade ou negócio próprio, o que impedia uma queda mais pronunciada do emprego como um todo", explica Bacciotti.
Segundo os números do IBGE, o país tinha 21,7 milhões de autônomos no trimestre encerrado em outubro, ante 23,2 milhões no trimestre encerrado em março. Já o número de empregados sem registro em carteira aumentou em mais de 640 mil, passando de 9,7 milhões para 10,4 milhões.
Com menos trabalhadores empregados e recontratações por valores de salários mais baixos, a massa de rendimentos recuou 3,2% em 12 meses, segundo o IBGE.
Desempregados no Brasil (Foto: Arte G1)Desempregados no Brasil (Foto: Arte G1)
Desempregados no Brasil (Foto: Arte G1)

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