sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Geddel pede demissão

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, pediu demissão na manhã desta sexta-feira (25) por meio de uma carta enviada por e-mail ao presidente Michel Temer. De Salvador, onde está desde quarta-feira (23), ele conversou por telefone com o presidente depois de enviar o e-mail.
Geddel é acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado para liberar uma obra no centro histórico de Salvador. Geddel é proprietário de um apartamento em um edifício cuja construção foi embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), subordinado ao Ministério da Cultura. Devido ao episódio, Calero pediu demissão na semana passada.
Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Temer aceitou o pedido de Geddel, que era responsável pela articulação política do governo.
O presidente chegou ao Planalto nesta sexta, por volta às 10h, e, imediatamente, se reuniu com assessores próximos, como o secretário de Comunicação Social, Márcio Freitas. Em seguida, recebeu a carta de demissão do ministro.
Geddel é o sexto ministro a deixar o governo desde que Michel Temer assumiu a Presidência, em maio. Antes dele, caíram Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Fábio Medina Osório (AGU), Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Marcelo Calero(Cultura).
Na carta de demissão, na qual se referiu ao presidente da República como "fraterno amigo", Geddel escreveu que "avolumaram-se as críticas" sobre ele e disse que o "limite da dor que suporta" é o sofrimento da família, em Salvador". "É hora de sair", afirmou na carta.
Na mensagem, ele também pediu desculpas a Temer pela dimensão das "interpretações dadas", referindo-se à acusação de Marcelo Calero de que o pressionou para desembargar a construção de um condomínio de luxo em Salvador barrado pelo Iphan.
No texto, Geddel afirma que retornará à Bahia, mas seguirá como "ardoroso torcedor" do governo. Ele também aproveitou para agradecer o apoio e a colaboração na aprovação de "importantes medidas" para o país.

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