terça-feira, 25 de outubro de 2016

Temer convida Renan, Maia e Cármen Lúcia para reunião nesta semana

Assessoria do presidente, contudo, ainda não confirma reunião oficialmente.
Para Renan, iniciativa é 'boa' para que não haja 'crise institucional' no país.

Luciana Amaral 

O presidente da República, Michel Temer, convidou os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para uma reunião nesta semana.

Embora a Secretaria de Imprensa da Presidência ainda não confirme o encontro oficialmente, o G1 apurou que o convite foi feito.

Além disso, nesta terça-feira (25), Renan Calheiros falou sobre o assunto e considerou a reunião como uma "boa iniciativa" porque, em sua avaliação, é preciso ter "todos os cuidados para que essas crises que tomam conta do Brasil não desdobrem em mais uma crise". Além disso, afirma Renan, "não pode haver crise institucional" no país.

Segundo informações da GloboNews, Cármen Lúcia, contudo, não deverá comparecer ao encontro por não ter espaço na agenda.

Operação Métis

Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou, após autorização do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, a Operação Métis.

Na operação, quatro policiais legislativos do Senado foram presos suspeitos de fazer varreduras em residências particulares de senadores para identificar eventuais escutas telefônicas instaladas com autorização judicial, de maneira a obstruir investigações da Operação Lava Jato, na qual parlamentares são investigados.

Nesta segunda (24), Renan Calheiros afirmou, sem citar nomes, que um "juizeco" de primeira instância não pode, a qualquer momento, "atentar contra um poder".

Além disso, nesta terça (25), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, considerou a decisão do juiz federal "equivocada", porque, em sua avaliação, autorizar ação no Senado caberia ao Supremo Tribunal Federal.

Mais cedo, nesta terça, durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a presidente do STF, Cármen Lúcia, por sua vez, pediu "respeito" ao Judiciário e disse que os poderes devem buscar a "harmonia" em benefício do cidadão.

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