quarta-feira, 16 de março de 2016

Corruptos vitoriosos?

Por Raimundo Garrone

Seja qual for o desfecho da crise política em curso no país há um vitorioso. Se você pensou na população errou. A resposta certa é: PMDB. Sim, o partido dos caciques Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Sarney, Lobão, Jader Barbalho e Romero Jucá notórios acusados de corrupção e tráfico de influência nas delações da operação Lava Jato, permanecerá no consórcio do poder seja lá quem for o presidente da República.

Em nenhum cenário o partido que tem a honra de ser presidido pelo “honorável bandido” José Sarney deixará de dar as cartas em parte da Esplanada dos Ministérios e no Congresso Nacional.

Caso o golpe não prospere e a presidenta Dilma permaneça no comando do pais, caberá ao PMDB garantir a governabilidade.

Se a petista for afastada, a turma comandada por Sarney, Renan, Cunha, Michel e Cia comandará ela própria os destinos do país.

Na hipótese de nova eleição para presidente numa eventual cassação da chapa PT/PMDB pelo TSE, lá estarão os peemedebistas prontos a assegurarem a base parlamentar necessária para um hipotético novo presidente.

Como se vê, a confederação de interesses chamada PMDB, para muitos críticos gênese da corrupção pós-redemocratização do país, seguirá a comandar os destinos do povo brasileiro.

Bom, será assim a menos que o juiz Sérgio Moro dê às delações como a do senador Delcídio Amaral o mesmo tratamento dispensado àquelas em que petistas foram citados. Afinal, segundo Delcídio, o time do PMDB que atua sob a influência de José Sarney monopolizava as nomeações no governo federal.

Resta quase inevitável que ao menos uma da enésimas operações da Lava jato alcance os peemedebistas. Do contrário, estes cantarão vitória ao fim de tudo. Se é que todo este lamaçal da corrupção vai ter fim…

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