sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Ataques matam 45 em Paris; há dezenas de reféns em casa de show

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Ataques com tiros e explosões deixaram ao menos 45 mortos em dois bairros de Paris, informou o Ministério do Interior, na pior violência a atingir a França em décadas e apenas dez meses depois da carnificina no semanário satírico Charlie Hebdo.
De acordo com o Itamaraty, há dois brasileiros feridos.
Em reação aos ataques, o presidente francês, François Hollande, declarouestado de emergência em toda a França e fechou as fronteiras do país.
"É o horror", disse Hollande, que também enviou o Exército para a capital francesa e anunciou, sem dar detalhes, que havia uma operação policial em andamento.
Posteriormente, três fontes policiais confirmaram que as fontes de segurança lançaram uma ação na casa de show Bataclan, onde há reféns.
De acordo com um policial ouvido pela Associated Press, ao menos 11 pessoas foram mortas em um restaurante localizado no décimo distrito da capital francesa.
Outros oficiais afirmaram que ao menos o dobro deste número morreu em outros lugares, principalmente na casa de show.
Não está claro quantas pessoas há na Bataclan. Uma autoridade informou que haveria cerca de cem, enquanto outra afirmou que o número era menor.
Duas explosões foram ouvidas do lado de fora do Stade de France, norte de Paris, durante um amistoso entre França e Alemanha. Ainda não está claro se há relação entre os eventos.
O presidente da França, François Hollande, acompanhava a partida no estádio, onde um repórter da Associated Press afirmou que as explosões foram tão altas que se sobrepuseram ao grito dos torcedores.
Os ataques aconteceram num momento em que a França aumentou as medidas de segurança para a conferência do clima, que começa em duas semanas, pelo temor de protestos violentos e de potenciais ataques terroristas.
Em pronunciamento, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse ter oferecido ajuda e suas condolências às autoridades francesas. Ele prometeu continuar em cooperação com a França para combater o terrorismo.
"Este não é um ataque só a Paris ou à França, mas um ataque à forma como pensamos e aos valores que dividimos. Lembremos neste momento de tragédia que os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade são valores que nós compartilhamos."
CHARLIE HEBDO
Emilioi Macchio, de Ravenna, Itália, tomava uma cerveja na esquina do bar Carillon, perto do restaurante que foi alvo, quando o tiroteio começou. Ele contou não ter visto nenhum atirador ou nenhuma vítima, mas que se escondeu em uma esquina e então fugiu.
"Pareciam fogos de artifício", disse.
A França tem estado sob tensão desde os mortíferos ataques de extremistas islâmicos, em janeiro, contra o semanário satírico "Charlie Hebdo" e umasupermercado kosher que deixou 17 mortos.
O restaurante que foi alvo nesta sexta, Le Carillon, está no mesmo bairro dos escritório do "Charlie Hebdo".

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