terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

PCdoB-MA participa de mobilização pela reforma política democrática

Mobilizar a população para assegurar uma reforma política que acabe com o financiamento empresarial de campanhas eleitorais, que garanta paridade de gênero nas chapas e democratize o processo eleitoral com a ampliação da participação direta da sociedade em decisões nacionais importantes por meio de referendos e plebiscitos. Estes foram alguns dos temas debatidos ontem (24/02, segunda-feira), em reunião da Coalizão pela Reforma Política Democrática, na sede da OAB-MA, em São Luís.
A Coalizão, composta por entidades como a CNBB, OAB, UNE, UBES, CTB, Contag, CUT, entre outras, definiu estratégia de ação com a finalidade de conscientizar e mobilizar a população em torno da proposta de reforma política que avance a democracia no país, se contrapondo à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 352/13, que tem a intenção de constitucionalizar o financiamento empresarial de campanha (hoje a previsão é apenas em Lei ordinária), enquanto que a imensa maioria da sociedade combate a influência do poder econômico nas eleições.
Durante a reunião, entidades estudantis, advogados, magistrados, trabalhadores, partidos políticos e religiosos defenderam a necessidade de ampla e massiva mobilização para colher assinaturas ao Projeto de Iniciativa Popular apresentado ao Congresso Nacional em 2013 e que objetiva impedir a corrupção.
O PCdoB, que desde o início compõe a Coalizão, entende que somente com a participação popular será possível uma reforma política progressista. “O financiamento empresarial de campanha está destruindo a política assim como o crack destrói as famílias”, disse Egberto Magno, vice-presidente do PCdoB e que representou o partido na reunião.
Uma agenda de mobilizações nas igrejas, Universidades, escolas e praças públicas visando levantar as assinaturas em apoio ao projeto democrático de reforma política está sendo elaborada a partir de coordenações definidas no encontro. A ideia é multiplicar as ações pelo interior do estado. Os ativistas pretendem, ainda, pautar o assunto com os 18 deputados federais e os 3 senadores do Maranhão, a fim de que eles assumam o compromisso de apoiarem o PL que democratiza o processo eleitoral do país.

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