quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Governo Roseana Sarney foi marcado por crises e escândalos de corrupção

A agora ex-governadora Roseana Sarney fez uma administração marcada por crises e denúncias de corrupção. Uma sucessão de escândalos atingiu o programa Saúde é Vida. A promessa feita de entregar 72 hospitais até o final de 2010 passou longe de ser cumprida: menos de 40 foram concluídos. Os inaugurados funcionam precariamente.
O Maranhão segue com os mesmo problemas de abastecimento e saneamento básico que o governo Roseana prometeu acabar até abril passado. Em algumas regiões do Estado a situação ficou ainda mais crítica.
Em janeiro o governo se viu em volta do chamado “Escândalo da Lagosta”, onde Roseana destinara quase R$ 3 milhões do erário para gastos com lagostas, caviás e bebidas alcoolicas caras para abastecer a dispensa do Palácio do Leões. Alguns vinhos, uma única garrafa superava o salário mínimo pago pelo Estado. A licitação gerou revolta nacional e foi cancelada.
Em agosto deste ano, Meire Poza, ex­contadora do doleiro Alberto Youssef, investigado na Operação Lava Jato, afirmou que a empreiteira Constran pediu que o doleiro subornasse o governo do Maranhão para a empresa furar a fila em pagamentos judiciais.
Na época, o governo do Maranhão afirmou em nota que “não houve favorecimento no pagamento da ação de indenização proposta pela Constran, há mais de 25 anos”.
“Foi realizado acordo judicial, com acompanhamento do Ministério Público, para negociação dessa ação, que trouxe uma economia de R$ 28,9 milhões aos cofres públicos”, afirmou o governo. A Constran também negou irregularidades.
Roseana conviveu também com uma crise no sistema penitenciário do Estado. Desde 2013, o presídio de Pedrinhas, em São Luís, que ficou conhecido nacionalmente por ser palco de rebeliões, fugas, e decapitações de detentos, registrou 77 assassinatos de presos.
Por causa da violência, o local foi classificado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) como “extremamente violento” e “sem condições de manter a integridade física dos presos”.
Um coletivo de advogados chegou a pedir o impeachment da governadora por violações dos direitos humanos devido às mortes nos presídios, mas o pedido foi arquivado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Arnaldo Melo, que o considerou “inepto” e “sem condições de ser reconhecido”.

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