terça-feira, 4 de novembro de 2014

Deu na Lígia Teixeira: Sarney e o PMDB perderão controle do setor energético no país

Assim que voltou da pequena folga de quatro dias na Bahia, Dilma Rousseff anunciou que o futuro ministro de Minas e Energia não entrará nas negociações com o PMDB e será da cota pessoal da presidente.
A decisão da presidente Dilma dá um chega pra lá no senador José Sarney, que controla o setor desde a época em que o oligarca maranhense era presidente da República, com pequenas interrupções, a própria Presidente Dilma já ocupou o cargo durante o governo Lula. O Ministério é ocupado atualmente por Edison Lobão, o próprio já da como certa sua saída da pasta.
Para não deixar dúvidas de que o Ministério de Minas e Energia será retirado das mãos de Sarney e do PMDB, a presidente já sonda o nome de  Giles Azevedo, que acompanha Dilma desde o período em que ela era secretária de Estado no governo de Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul.  A presidente também cogita o nome de Wilson Pereira Jr, atual  presidente da CPFL, Companhia de força e luz de São Paulo.  Ambos fizeram carreira no setor elétrico e a nomeação de um dos dois ajudaria o governo a desfazer a péssima imagem que Edison Lobão e o PMDB deixaram no ministério, tido como um cabide de empregos dos aliados de Sarney.
O setor energético é estratégico para o país, o controle do Ministério dá a Sarney poder  junto a empreiteiras, políticos e o mercado financeiro. Sem o ministério, portanto, o velho oligarca perderá a maior parte de sua capacidade de influência nos jogos de poder da República.

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