quinta-feira, 20 de março de 2014

SENADO - Sessão especial marca o Dia da Síndrome de Down

Antes da homenagem em Plenário, direitos e políticas públicas serão debatidos em audiência interativa da Comissão de Direitos Humanos, com participação aberta pela internet e por telefone

Crianças com a síndrome podem ter desenvolvimento intelectual considerável Foto: Arthur Monteiro
O Plenário promove hoje, às 12h, sessão especial para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março). A iniciativa é de Wellington Dias (PT-PI), Renan Calheiros (PMDB-AL), Lindbergh Farias (PT-RJ) e outros senadores. Devem participar da solenidade a coordenadora-geral do Movimento Down, Maria Antônia Goulart, além de representantes de várias entidades ligadas ao tema.
Antes do Plenário, às 8h30, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) faz audiência interativa para debater direitos e políticas públicas para pessoas com Down.
Na sessão especial do Plenário, estarão presentes o diretor do filme Colegas, Marcelo Galvão, o produtor Marçal Souza, os três protagonistas do filme, Ariel Goldenberg (Stallone), Rita Pokk (Aninha), Breno Viola (Márcio) e outros profissionais da produção.
Colegas é uma comédia que mostra três jovens amigos com síndrome de Down, apaixonados por cinema, que resolvem fugir do instituto no qual viviam em busca de sonhos: Stallone quer ver o mar, Márcio deseja voar e Aninha quer se casar. Eles partem do interior de São Paulo para Buenos Aires e envolvem-se em situações inusitadas.
Após a sessão especial, será aberta oficialmente a exposição Lucio, Arteiro, Artista, Lúcido Pintor, de Lucio Piantino, jovem artista brasiliense com Down. A exposição já pode ser visitada no Salão Branco do Congresso, mais conhecido como Chapelaria, até amanhã.
Articulação brasileira
Instituído pela ONU a partir de 2006, o Dia Internacional da Síndrome de Down só foi aprovado pela Assembleia Geral da ONU depois de articulação do governo e de parlamentares brasileiros. A comemoração foi proposta pela Associação Internacional da Síndrome de Down e é uma referência à trissomia no cromossomo 21, alteração genética que gera um cromossomo extra no DNA, devido a uma separação incomum dos cromossomos 21 herdados dos pais. A criança nasce dotada de três cromossomos (trissomia) 21, e não dois, como o habitual.
A denominação vem do sobrenome do médico inglês John Langdon Down, que, em 1866, fez as primeiras observações sobre o grupo, abrindo espaço para estudo.
A síndrome não é uma doença. É uma ocorrência genética natural que acontece por motivos desconhecidos, na gestação, durante a divisão das células do embrião. A alteração genética afeta o desenvolvimento do indivíduo, determinando algumas características físicas e cognitivas peculiares.
O portador da síndrome pode ter um desenvolvimento intelectual considerável em várias áreas do conhecimento.
A inclusão social melhora a qualidade de vida, por isso a importância de crianças com a síndrome poderem frequentar escolas comuns.

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