quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Paranaense de 17 anos morre em explosão de carro-bomba no Líbano

Atentado aconteceu na cidade de Beirute, capital do Líbano, esta quinta (2).
Garota nasceu em Foz do Iguaçu e foi embora com a família aos 14 anos.

Cassiane SeghattiDo G1 PR
A jovem morava com o pai, madrasta e três irmãos no Líbano (Foto: Arquivo Pessoal)A jovem morava com o pai, madrasta e três irmãos no
Líbano (Foto: Arquivo Pessoal)
Uma paranaense de 17 anos de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, está entre as vítimas de uma explosão de um carro-bomba nesta quinta-feira (2), na zona sul de Beirute, capital do Líbano. Pelo menos outras quatro pessoas morreram no atentado, entre elas, a madrasta da adolescente, e 20 ficaram feridas. As informações foram confirmadas pelo tio da garota, Bahjat Zahwe, que mora em Foz do Iguaçu.
Malak Zahwe, que era estudante, nasceu e morou em Foz do Iguaçu até os 14 anos. Desde então, ela vivia com o pai, a madrasta e outros três irmãos em Beirute. Segundo os familiares, ela deve ser enterrada no Líbano.
De acordo com a Agência Nacional de Informação Libanesa (ANI), a cidade vem sendo palco de vários ataques a bomba nos últimos meses. Na semana passada, por exemplo, um atentado com carro-bomba matou o conselheiro do ex-primeiro-ministro Saad Hariri, Mohammad Chatah, hostil ao Hezbollah e ao regime de Bashar al-Assad na vizinha Síria.
O tio da vítima contou que a sobrinha e a madrasta dela saíram de casa para fazer compras, e, após deixarem um restaurante, ambas foram atingidas pela bomba. Segundo ele, o atentado aconteceu por volta das 12h. O tio diss ainda que o pai e marido das vítimas só ficou sabendo do ocorrido após cerca de três horas. “Ele ligava no celular delas e ninguém atendia. Depois ele foi procurar nos hospitais e acabou descobrindo que estavam mortas”, relatou.
Os familiares ficaram sabendo das mortes enquanto acompanhavam notícias do Líbano pela televisão. No fim da tarde desta quinta, parentes e amigos da garota se reuniram para fazer orações em solidariedade ao ocorrido.
Familiares ficaram sabendo das mortes pela televisão (Foto: Francielle Lopes/RPCTV)Familiares ficaram sabendo das mortes pela televisão (Foto: Francielle Lopes/RPCTV)

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