quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mãe de Ana Clara é transferida para hospital de Brasília


Juliane foi uma das vítimas dos ataques de ônibus em São Luís.
Ela está sendo transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

Jéssica Melo e Jade BonnaDo G1 MA
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Juliane teve 40% do corpo queimado e quadro de saúde é estável (Foto: Jéssica Melo/TV Mirante)Juliane teve 40% do corpo queimado e quadro de
saúde é estável (Foto: Jéssica Melo/TV Mirante)
A mãe da menina Ana Clara Santos Sousa, 6 anos, que morreu após ter 95% do corpo queimado em ataque a um ônibus em São Luís, foi transferida em uma UTI aérea na noite desta quinta-feira (9) para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília. Juliane Carvalho Santos, 22 anos, foi encaminhada para o distrito a pedido da família, que possui parentes no local.
Juliane estava com as filhas Ana Clara e Lorrane Beatriz Santos, de 1 ano e 5 meses, no ônibus da Vila Sarney incendiado por homens armados na sexta-feira (3), em São Luís. De acordo com boletim médico do Hospital Tarquínio Lopes, ela teve 40% do corpo queimado e quadro de saúde é estável. Ela está lúcida e comunicativa e recebe acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Por ter histórico de depressão, ela ainda não sabe da morte da filha mais velha, sepultada na terça-feira (7), no Cemitério Jardim da Paz, na Estrada de Ribamar.
Ela será transferida para Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília (Foto: Jéssica Melo/TV Mirante)Ela será transferida para Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília (Foto: Jéssica Melo/TV Mirante)
O bisavô paterno de Ana Clara, Dasico Rodrigues da Silva, 81 anos, teve um infarto e faleceu no domingo (5) ao saber do estado de saúde da neta, que era crítico naquele momento. Ele morreu em casa, na Santa Cruz, em São Luís.
A operadora de caixa Abiancy Silva dos Santos, 35 anos, e a filha menor de Juliane, Lorrane, devem receber alta médica neste fim de semana, segundo a assessoria da Secretaria de Saúde doMaranhão.
O entregador Márcio Ronny foi transferido, nessa quarta-feira (8), em UTI aérea, para o Centro de Referência de Queimados em Goiânia (HGG). Segundo familiares da mãe de Ana Clara, Juliane conta que não encontrou a filha de 6 anos no meio do fogo e só conseguiu descer com a outra filha, Lorrane, nos braços. De fora do ônibus, ela teria visto o entregador Márcio Ronny resgatar Ana Clara e se abraçar com ela para tentar apagar o fogo do corpo da criança.
Ataques 
Após operação da Tropa de Choque da Polícia Militar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, quatro ônibus foram incendiados (Vila Sarney, João Paulo e Jardim América) e duas delegacias (São Francisco e Liberdade) foram alvo de tiros em São Luís, na noite de sexta-feira (3). O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, disse que os ataques foram ordenados por detentos do presídio.
Na quinta-feira (2), dois presos foram encontrados mortos em Pedrinhas. Em 2013, de acordo com um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entregue em 27 de dezembro, 60 detentos morreram em presídios do Maranhão.
Cinco pessoas ficaram feridas por conta dos atentados a ônibus na Vila Sarney Filho, em São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. A menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, não resistiu às queimaduras que sofreu em 95% do corpo e morreu na manhã de segunda-feira (6).

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