segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Caso Daniel Smith: suspeito de assassinato é encontrado morto

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No início da noite deste domingo (15), Jonathan João Nunes, de 19 anos, foi encontrado morto na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Pedrinhas, em São Luís. Jonathan estava no bloco D da CCPJ e a polícia suspeita que ele tenha sido assassinado por outros detentos. Ele é o 26º preso a ser morto dentro dos presídios do Maranhão este ano. A vitima estava preso por suspeita de envolvimento na morte do empresário e paisagista Daniel Smith, morto no último dia 5.
Outros dois suspeitos de matar o empresário, também morreram poucos dias após o latrocínio (roubo seguido de morte). As duas primeiras vítimas foram Pedro Melônio, conhecido como “Eduardo Olhão”, de 17 anos, e Marcelo Henrique Silva, o “Marcelinho”, de 25 anos.
Entenda o caso
Daniel Smith foi visto pela última vez na quarta-feira (4), ao sair de sua residência, no bairro do Calhau. A família do paisagista deu conta de seu sumiço depois que a polícia encontrou o carro dele abandonado no Araçagi. John Smith, irmão de Daniel, garantiu que a vítima não tinha inimizades. “Meu irmão não tinha inimizades, não se dava com maus elementos (…) Meu irmão não se dava com pessoas que eu não soubesse quem elas eram”, afirmou.
Segundo o delegado André Gossaim, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), a vítima foi avistada pela quadrilha na Avenida Litorânea. “Eles tomaram de assalto o carro do empresário e o sequestraram. Depois, ele foi obrigado pelos bandidos a sacar dinheiro”, declarou. Indagado sobre a motivação do latrocínio [roubo seguido de morte], um dos suspeitos afirmou que o empresário reconheceu um dos integrantes do bando, e eles decidiram matá-lo para que o crime não fosse descoberto.
Um dos suspeitos, que seria adolescente, foi identificado apenas como Renan confessou a autoria do crime. De acordo com a Seic, Renan já teria sete passagens pela polícia. O terceiro suspeito, identificado como Givanilson, foi morto durante troca de tiros com os policiais. A polícia continua investigando a participação de mais pessoas no assassinato.
Ainda segundo o delegado, Renan contou, em depoimento, que a vítima foi levada pelo bando no próprio carro até a Praia de Panaquatira. Depois, foram ao Araçagi, onde realizaram assalto em uma residência. De lá, levaram objetos, além de um carro modelo Punto. Após o assalto, eles abandonaram o veículo do paisagista. O Punto foi abandonado na Vila Isabel, no bairro do Anjo da Guarda, região do Itaqui-Bacanga.

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