quarta-feira, 17 de julho de 2013

TelexFree sugere 'crime contra a economia popular', informa Ministério da Fazenda


TelexFree sugere 'crime contra a economia popular', informa Ministério da Fazenda
Foto: Reprodução
A novela do caso TelexFree tem mais um capitulo. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda afirmou que o modelo de negócios da Telexfree, empresa que funciona no Brasil através da Ympactus e anuncia ser detentora de tecnologia Voip (telefonia por internet), sugere esquema de "pirâmide financeira", portanto, um crime contra a economia popular (clique aqui e veja matéria do BN). A Seae declarou, em nota à imprensa, que não foi comprovada a parceria entre a Ympactus Comercial Ltda. 

ME e operadoras de telefonia móvel ou fixa, o que seria necessário para garantir a prestação do serviço de VoIP (voice over IP), oferecido pela empresa. "A oferta de ganhos altos e rápidos proporcionados principalmente pelo recrutamento de novos entrantes para a rede, o pagamento de comissões excessivas, acima das receitas advindas de vendas de bens reais e a não sustentabilidade do modelo de negócio desenvolvido pela organização sugerem um esquema de pirâmide financeira, o que é crime contra a economia popular, tipificado no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51", informou a secretaria. 

O órgão do governo federal disse ainda que há "indícios" de duas prováveis irregularidades entre a Telexfree e os membros divulgadores da rede: estímulo à economia informal e a exigência de exercício de duas atividades laborais (como divulgador e como comerciante) para o recebimento de apenas uma. De acordo também com a Seae, a descrição das atividades econômicas principal e secundária da empresa não a autorizam a praticar atividades de comércio. A Seae/MF diz ainda que encaminhará suas conclusões ao Departamento de Polícia Federal e à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, para que, caso entendam necessário, "promovam as devidas investigações sobre o caso". 

 Na página atribuída à TelexFree no facebook, a empresa aponta cinco itens que, de acordo com a companhia investigada, a absolvem de irregularidades. Em um dos pontos, afirma: "A TelexFREE não pratica a venda de bens ou serviços, motivo pela qual não necessita obter autorização de atividades de comércio; a entrega das contas VoIP é efetuada diretamente pela TelexFREE dos Estados Unidos aos consumidores em qualquer lugar que se encontrem; em outros termos, é naquele países que ocorre a prestação de serviços VoIP".

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