sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

QUAL O GRUPO QUE VAI LEVAR O GOVERNO DO ESTADO?



via: oglobo.globo.com

Clã no Maranhão

Para políticos do Maranhão, sua terra natal, o fim da gestão Sarney na presidência do Senado divide opiniões. Flávio Dino, presidente da Embratur e opositor de Roseana Sarney na disputa pelo governo estadual no último pleito, avalia que o estado ganha, já que a influência do clã no estado se sustenta por meio do poder que o patriarca tem na esfera federal
— Em termos de Maranhão, sinaliza ainda mais claramente a superação desse ciclo politico. Ele sempre sustentou esse ciclo a partir do poder federal. O mando local foi sustentado pelo poder que ele tem no mando federal. Na medida em que ele, além de concluir seu mandato, deixa a presidência do Senado, mudam essas forças — disse o presidente da Embratur.
Dino, que será candidato novamente em 2014 ao governo Maranhense, aponta que o estado é o único que conserva a mesma estrutura política desde os tempos da ditadura, o que manteria o atraso no estado.
— Chegou a hora de virar essa página. Não só pela questão cronológica. São 50 anos dessa estrutura. Mas também pelas consequências para o estado dessa situação . Qualquer que seja a análise, a gente vê que esse domínio do Sarney no Maranhão se esgotou — afirmou Dino.


No entanto, o deputado Domingos Dutra (PT-MA), adversário político do clã no Maranhão, destaca que a família ainda é muito forte no estado, e o fato de Sarney deixar a presidência do Senado não diminui as ligações que ele tem com o ex-presidente Lula e com a presidente Dilma. A vinculação entre Sarney e o PT tem um peso muito grande, avalia o parlamentar.
— Sarney só mantem a colônia puxando muito o saco do Planalto. Por isso que ele não larga nenhum presidente. Por isso ele consegue os cargos. Lamento, como fundador do PT, que Sarney tenha mais poder no governo do PT do que na ditadura militar — disse Dutra, destacando que nos último meses Dilma visitou o Maranhão duas vezes e Sarney ocupou durante cinco dias na presidência da República.
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney , destaca a capacidade do pai de " conciliar e de conduzir travessias em momentos difíceis” .
- É difícil imaginar o êxito alcançado pela transição democrática sem um líder com essas qualidades - disse, respondendo ao GLOBO.
Sobre o impacto da decisão de Sarney não concorrer a cargos depois do fim do mandato no Senado , Roseana lembra que há 31 anos ele não disputa uma eleição no Maranhão e que o pai nunca deixou de estar presente e de contribuir para o desenvolvimento do estado.
- A saída dele do Senado, daqui a dois anos, privará o Brasil da sua experiência de mais de cinquenta anos de vida pública, onde exerceu todos os cargos relevantes da política brasileira - avalia

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