sexta-feira, 2 de novembro de 2012

ESTADO MAIOR - 02/11/2012


Reunião de boas-vindas


A exemplo do que faz desde que comandou o Governo do Estado pela primeira vez, em meados dos anos 90, a governadora Roseana Sarney (PMDB) vai dar as boas-vindas aos prefeitos eleitos com uma grande reunião em São Luís, nos dias 22 e 23 deste mês. Será um encontro de trabalho, no qual todas as áreas do Poder Executivo estadual participarão mostrando como estabelecer uma relação produtiva com Governo do Estado. A reunião terá duas etapas. A primeira será para as boas-vindas, quando a governadora cumprimentará os futuros gestores pela eleição deles. Ela lhes dirá que o seu governo está aberto a parcerias e de que interessa ao Palácio dos Leões manter um bom relacionamento institucional com os futuros prefeitos, independente da posição política e da cor partidária de cada um. Roseana fez o primeiro aceno aos prefeitos eleitos nesse sentido no dia do 2º turno da eleição para a Prefeitura de São Luís. Naquele dia, após votar, disse a jornalistas que seu governo está aberto a uma relação institucional produtiva com a futura gestão de São Luís, independente de quem fosse o prefeito eleito. Reafirmou sua disposição quando saudou Edivaldo Júnior por sua eleição. O prefeito eleito de São Luís respondeu com um gesto mais largo ainda, afirmando que, passada a eleição, era hora de desmontar o palanque, dizendo-se também aberto a parcerias Estado-Município. Durante a reunião de trabalho, os prefeitos ouvirão explanações sobre gestão pública, administração orçamentária, relacionamento institucional Estado-Município, Lei de Responsabilidade Fiscal e probidade administrativa. Além disso, terão informações sobre os projetos do governo nas áreas de saúde, educação, segurança pública, cidades, entre outras. A reunião da governadora e equipe de governo com prefeitos eleitos acontecerá no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana.

Luis Fernando


Muita gente questiona o fato de até agora o chefe da Casa Civil, Luis Fernando Silva, apontado como um dos nomes para a disputa de 2014, ainda não tenha definido partido. Mas, pelas regras eleitorais, ele tem até setembro de 2013 para tomar esta decisão. É que a regra vale para os políticos que não estão no exercício de nenhum mandato eletivo.

Outro rumo


A mesma regra que garante prazo a Luis Fernando deve ser usada também por José Reinaldo Tavares. O ex-governador ainda está filiado ao PSB, mas não engoliu a humilhação de ter sido "suspenso" pelo chefe maior do partido, o governador pernambucano Eduardo Campos, que apóia o presidente da legenda em São Luís, Roberto Rocha. Tavares deve aproveitar o prazo da troca de partido para decidir que caminho seguir.

Respeito


A atuação do deputado Roberto Costa na discussão pela aprovação do empréstimo de R$ 3,8 bilhões do BNDEs fortaleceu sua posição na bancada governista. Os próprios líderes da bancada - César Pires (DEM), Carlos Alberto Milhomem (PSD) e Magno Bacelar (PV) - elogiaram o parlamentar no debate com a oposição. A governadora Roseana Sarney ligou para cumprimentá-lo.

Desconfiança


O vereador Astro de Ogum (PMN) disse não acreditar na declaração de Edivaldo Holanda Júnior (PTC) de que não irá interferir na eleição da Mesa Diretora da Casa. Afirmou que o posicionamento de Holanda é de difícil sustentação e que esse tipo de interferência fere as prerrogativas dos parlamentares. - Essa interferência é muito ruim para os vereadores. Nós devemos fiscalizar o Executivo e não nos permitir esse jogo - afirmou.

Articulação?


Apesar de ter assumido interinamente a presidência da Câmara Municipal, Astro de Ogum nega articulação para manter-se em definitivo no comando da Casa. Garante que está à frente do Legislativo por força de uma licença médica de Pereirinha (PSL), e não por manobra para o fortalecimento de seu nome. - Há essa especulação na Casa, mas que não se sustenta - disse.

Câmara


A disputa pela presidência da Câmara Municipal deve reunir, de um lado, o grupo dos chamados decanos, liderados pelo atual presidente, Isaias Pereirinha (PSL), em torno de Astro de Ogum (PMN). Do outro, a chamada turma que chega, alinhada ao prefeito eleito Edivaldo Júnior (PTC), que tem no grupo os pré-candidatos Rose Sales (PCdoB), Ivaldo Rodrigues (PDT) e Edmilson Jansen (PTC). E engana-se quem pensa que as articulações ainda não começaram.

Orçamento


Na próxima semana, os membros da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara de São Luís irão se reunir para traçar um cronograma de atividades. A ideia é agilizar a avaliação sobre a peça orçamentária para 2013, que será gerenciada pela nova gestão municipal eleita em outubro. O primeiro passo será discutir a queda de receita em R$ 200 milhões, anunciada pelo próprio Executivo.

De perto


O prefeito eleito Edivaldo Júnior não ficará alheio à discussão do projeto orçamentário na Câmara Municipal. Terá porta-vozes conversando com vereadores, de modo a não permitir que o projeto saia dos eixos, agora que não mais interessa à atual administração municipal. Se não for adequado ao seu projeto administrativo, o futuro prefeito enfrentará dificuldades.

Reforma I


A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) se comprometeu a reformar o Centro de Ensino Governador Edison Lobão (Cegel) no prazo de nove meses. O acordo foi firmado na quarta-feira (31), entre o promotor de Defesa da Educação, Paulo Avelar, e o secretário João Bernardo Bringel - que a coluna chamou ontem, erroneamente, de "Roberto Bringel". Pelo acordo, durante a reforma, o Governo do Estado se compromete manter a escola funcionando.

Reforma II


Uma das três dezenas de escolas de tempo integral que o Governo do Estado implantará com recursos do empréstimo do BNDES funcionará em São Luís. O projeto aproveitará o prédio e as instalações do antigo Colégio Maristas, que será transformado numa escola modelo. A ideia da governadora Roseana Sarney é transformar a futura escola numa referência para todo o Maranhão.

E MAIS


Edivaldo Holanda, pai, dificilmente assumirá cargo na gestão de Edivaldo Júnior. Mas será o anteparo do filho contra as pressões que estão a caminho.

De uma fonte do PSDB, ontem, em conversa com a coluna: "O prefeito João Castelo não se conforma de não ter conseguido se reeleger". Faz todo sentido.

Nenhum dos vereadores tucanos vai disputar a presidência da Câmara. Se João Castelo fosse reeleito, a presidência poderia cair no colo do vereador José Joaquim.

Provavelmente à revelia dele, blogs tentaram emplacar o economista Milton Callado no comando da Comissão de transição criada pelo prefeito eleito Edivaldo Júnior.

A coluna registra a morte do médico, ex-prefeito de Codó, ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde, Antonio Joaquim Araújo.

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