segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Equipe de Edivaldo Júnior deve mesclar perfis técnico e político


Pastas de Educação, Saúde e de Governo chamam atenção de aliados de petecista. Nomes são mantidos em sigilo.

Ronaldo Rocha
Da editoria de Política

O encontro do vice-prefeito eleito Roberto Rocha (PSB) com o deputado federal e prefeito eleito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), em Brasília, na semana passada, teve como foco a definição de nomes para o secretariado do governo petecista. As pastas mais discutidas e com nomes até agora especulados por aliados de Edivaldo são a de Educação, Saúde e de Governo. A divulgação dos nomes da equipe deverá ocorrer somente na primeira quinzena de dezembro. No início deste mês, o presidente do diretório municipal do PCdoB, Márcio Jerry - ele próprio cotado para a secretaria e Comunicação - declarou que o secretariado de Edivaldo Júnior será composto por pessoas com perfis técnico e político. Ele garantiu que há quadro suficiente para a montagem de uma equipe consistente.
Dois nomes surgiram na última semana como prováveis para a titularidade da secretaria de Educação, ambos do partido comunista, que não deve abrir mão da pasta. A vereadora Rose Sales (PCdoB) e o suplente de vereador Geraldo Castro (PCdoB), que é professor de carreira, disputam a preferência de Edivaldo Júnior. Rose Sales, que representou na Câmara Municipal nos últimos quatro anos a posição de principal opositora ao governo João Castelo (PSDB), tem apoio do PDT para a secretaria. Isso porque ela também surge como forte candidata à presidência da Câmara Municipal, ao lado do vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), para impedir o quinto mandato consecutivo de Isaías Pereirinha no Legislativo Municipal.
A saída de Rose Sales para o Executivo abriria espaço para o fortalecimento de Ivaldo junto ao grupo de vereadores também articulado por Edmilson Jansen (PTC). Já o nome de Geraldo Castro para a pasta de Educação, que tem apenas a sexta suplência na Câmara, é defendido por outra ala do PCdoB. Geraldo apoiou Edivaldo Júnior e esteve em todos os atos da campanha do petecista, sempre ao lado do presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB) e do deputado estadual Rubens Pereira Júnior (PCdoB).
Saúde - Para a pasta de Saúde, o nome especulado por aliados de Edivaldo é da atual vice-prefeita e vereadora eleita Helena Duailibe (PMDB). Helena comandou a secretaria no início do governo João Castelo, mas foi demitida por telefone. Outro nome que surgiu como possibilidade foi a do vereador não reeleito Fernando Lima (PCdoB), que é cardiologista. Fernando liderou a Comissão de Saúde da Câmara e foi o responsável por comandar inspeções dos parlamentares nos hospitais municipais Djalma Marques (Socorrão I) e Clementino Moura (Socorrão II) na gestão Castelo.
O vice-prefeito eleito Roberto Rocha deve assumir a Secretaria de Governo, também pretendida pelo PCdoB, para a indicação de Márcio Jerry. O Estado tentou falar com ambos, mas seus telefones estavam desligados. Rocha viajou quarta-feira para Brasília, onde encontrou Edivaldo Holanda Júnior e logo em seguida para Minas Gerais, para encontrar colegas de partido e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). A intenção era trocar experiências com Lacerda e trazer a São Luís modelo de governo implantado na capital mineira.

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No início do mês, o presidente do diretório municipal do PCdoB, Marcio Jerry, afirmou que Edivaldo não teria pressa em decidir quais nomes levará para a sua equipe de governo. Disse que o petecista convocaria todos os partidos que compuseram a coligação "Muda São Luís" para uma reunião e que discutirá pasta por pasta com suas lideranças.

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