sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Júnior do Mojó tem prisão preventiva decretada pela Justiça


21/09/2012 14h18 - Atualizado em 21/09/2012 14h21

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR - A juíza Lívia Maria das Graças Costa Aguiar, titular da 1ª Vara de São José de Ribamar, expediu mandado decretando a prisão preventiva de dois suspeitos de envolvimento em esquema de fraude de registros públicos. Elias Orlando Nunes Filho e Edson Arouche Júnior, mais conhecido como “Júnior Mojó”, são suspeitos de terem praticado crimes de estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica. O acusado Júnior Mojó estava em São Paulo, quando foi preso na semana passada. Elias continua foragido.
De acordo com a decisão, a denúncia do Ministério Público preencheu todos os requisitos do Art. 41 do Código Penal, expondo o fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.
“No caso em tela, os indícios de autoria evidenciam-se na farta documentação constante no inquérito policial, onde se verifica falsificações na escritura pública e no registro de imóveis comercializados por Elias Orlando, conforme se infere dos laudos do exame documentoscópico e grafotécnico, e pelos depoimentos de testemunhas e da própria vítima, que também revelaram o envolvimento do réu Edson Arouche Júnior no esquema fraudulento”, versa o mandado judicial.
De acordo com a decisão da magistrada, o decreto da prisão preventiva é uma medida que se impõe para a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal, pois os fatos relatados revelam elevado grau de periculosidade dos agentes envolvidos, até porque são apontados como estelionatários contumazes, além de já terem sido denunciados pela participação do homicídio do empresário Maggyon Lanyer Ferreira Andrade. Essa denuncia também tramita na 1ª Vara de Ribamar.
“A medida também se mostra imprescindível para manter a instrução criminal, visto que os demandados costumam evadir-se do distrito da culpa, sem contar, ainda, que há fortes indícios de que os réus, usando da influência e dos meios coativos, poderão ameaçar testemunhas para garantir a impunidade, o que dificultará a coleta real das provas”, ressalta a juíza no mandado.
A Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão disponibilizou, na época, um profissional perito em documentos relativos à compra e venda de imóveis, que passou a auxiliar a equipe de Polícia Técnico-Científica a identificar a veracidade de materiais apreendidos na casa de Elias Orlando Filhos. Vários documentos, apreendidas no inquérito anterior, que apurou o homicídio, apontaram irregularidades - o que fez a polícia trabalhar sobre a existência de uma suposta verdadeira organização criminosa do ramo imobiliário. O resultado da perícia, porém, é mantido em sigilo.
As informações são da Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão .

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