quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Sem apoio de Sarney, Edinho reivindica herança da família

dot Sem apoio de Sarney, Edinho reivindica herança da família
foto 11 Sem apoio de Sarney, Edinho reivindica herança da família
A grande ausência do evento de confirmaria a pré-candidatura de Edinho Lobão (PMDB) ao governo do Maranhão foi a do ex-presidente da República José Sarney. O patriarca do grupo não esteve presente nem no aeroporto nem na Assembleia Legislativa, prolongando o silêncio sobre a pretensão de Edinho em querer completar os 50 anos de sarneysismo no Maranhão.

Em seu discurso, Edinho chorou ao voltar a declarar que Roseana é sua “irmã” e que “louco seria o candidato a governador” que não ouvisse Roseana. Completou afirmando que “não se vergonha de Sarney”.
Com ou sem vergonha do patriarca, Edinho continua sem a benção pública que até Luís Fernando, agora tratado como um não-candidato, teve direito.

Flávio Dino lança 53 propostas por um “Maranhão de Todos Nós”


DSC6918 Flávio Dino lança 53 propostas por um “Maranhão de Todos Nós”
Flávio Dino e Roberto Rocha, coordenadores do Diálogos, apresentam propostas
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (23), o pré-candidato a governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB) apresentou 53 Propostas para um Maranhão com Desenvolvimento e Justiça Social. As diretrizes destacam ações nas áreas da Saúde, Educação, Saneamento, Segurança e Moradia. Mais Médicos Maranhão, rede estadual de ensino profissionalizante, Pacto pela Vida, Minha Casa Meu Maranhão e Água para Todos são alguns dos programas propostos a partir do Diálogos pelo Maranhão.
Na área da Educação, o programa discute a criação de universidades estaduais regionalizadas, com ampliação do número de vagas, orçamento próprio e autonomia administrativa. O investimento em educação profissional também está entre as prioridades do programa, que vai atuar em articulação com as unidades do Instituto Federal (IFMA) e do Sistema S, hoje em funcionamento em todas as regiões do Estado.
Flávio Dino defende o cumprimento do direito a uma saúde digna a todos os maranhenses. Ele destaca que hoje o Maranhão possui o menor número de médicos por habitante e o menor investimento proporcional em atenção básica do Brasil. A melhoria da oferta dos serviços de saúde perpassa o acesso à água, saneamento e habitação do Brasil.
Para isso, defende o “Água para Todos” e o “Mais Médicos Maranhão. O primeiro é uma garantia de água e banheiro na casa de todos os maranhenses. O Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 (PNUD e IPEA) aponta que somente metade da população maranhense vive em casas com água encanada e banheiro. Para os municípios não atendidos pela CAEMA, serão feitos convênios com o governo do estado.
Já o “Mais Médicos Maranhão” vem com a finalidade de combater o déficit de profissionais no Estado, pior relação do país, com 0,7 médicos para cada 1.000 habitantes. A ideia é complementar o programa nacional com a articulação e parceria com a Universidade Federal do Maranhão, criar mais um curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão, em região não atendida pelos cursos existentes e; implantar carreira de Estado para os médicos, similar a dos juízes, garantindo presença de profissionais em todas as regiões, estabilidade, remuneração adequada e promoções por mérito.
Para estabelecer um novo modelo de governança da segurança pública no Estado com instituição de metas para redução de crimes, Dino defende o “Pacto Pela Vida”. A proposta é de articular as políticas de prevenção e repressão ao crime, numa ação conjunta entre governo e comunidade, envolvendo o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Assembleia Legislativa, os municípios e a União.
O direito à moradia será assegurado através do “Minha Casa, Meu Maranhão”, em parceria com o Governo Federal para construção de casas, com a meta de reformar ou construir 200 mil unidades habitacionais no Maranhão.
Para diminuir as desigualdades sociais no Maranhão, Flávio defende uma política moderna e transformadora. Ele destaca as condições do estado, com recursos naturais, posicionamento geográfico estratégico, múltiplas vocações econômicas, energia, água abundante, terras férteis, belas paisagens, enorme potencial turístico e diversidade cultural.
Para isso, a proposta de governo traz a reestruturação de todo o sistema administrativo de apoio e assistência técnica à agricultura familiar, com destaque à Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão – AGERP e ao ITERMA. O quadro técnico desses órgãos será ampliado e incentivado. Esses órgãos passarão a ser vinculados à Secretaria da Agricultura Familiar, que será criada e terá orçamento crescente ano a ano, de acordo com o crescimento da produção do setor.
Também para investir no desenvolvimento econômico do estado, Flávio defende a ampliação do benefício fiscal de dispensa parcial do pagamento do saldo devedor do ICMS para até 95%, nos casos de indústrias classificadas como de alta relevância para o desenvolvimento do Maranhão (por exemplo, agroindústrias) ou estabelecidas em municípios com baixo IDH.
Como política de governo, a Proposta por um Maranhão de Todos Nós defende a criação da Secretaria de Transparência e Combate à Corrupção, com remanejamento de cargos do Gabinete do Governador e da Casa Civil. A Secretaria irá realizar o controle interno da administração, garantir o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, apurar denúncias contra áreas do governo e fiscalizar a execução das despesas públicas, inclusive as realizadas mediante convênios. Além disso, sob a coordenação da Secretaria de Planejamento, um sistema de metas de desempenho para todas as áreas de governo. As metas serão públicas e fiscalizadas pela sociedade.

terça-feira, 22 de Abril de 2014

Amanhã [23] Quarta tem o lançamento das Propostas para um Maranhão de Todos Nós - Flávio Dino

O pré-candidato ao Governo do Estado, Flávio Dino (PCdoB) lançará na próxima quarta-feira(23) um documento com as “Propostas para um Maranhão de todos nós”, que serão as diretrizes para a elaboração do programa de governo. A apresentação será a partir das 11h, no hotel Ponta d’Areia (Avenida dos Holandeses, Quadra XIII, s/n, Ponta d’Areia), durante coletiva com a imprensa.

O documento foi construído a partir da participação popular, por meio dos eventos dos "Diálogos pelo Maranhão", “Diálogos Programáticos” e "Plenárias Setoriais”. A construção das diretrizes para a elaboração do programa de governo teve a participação de movimentos sociais, lideranças religiosas, sindicais, empresariais e políticas.


A partir de quarta-feira, o documento ficará disponível no site Diálogos pelo Maranhão (www.dialogospelomaranhao.com.br) para contribuições da população.

Quando: Quarta (23), às 11h

Onde: Hotel Ponta D`Areia, Av. dos Holandeses, Quadra XIII, São Luís


ESTADO MAIOR - 22/04/2014

Preparando a chegada


É forte a movimentação nos bastidores da aliança liderada pela governadora Roseana Sarney (PMDB) com o objetivo de preparar a agenda política que marcará o retorno do pré-candidato a governador, senador Lobão Filho (PMDB), a São Luís. O desembarque dele está previsto para o início da tarde de amanhã. Logo após o desembarque no aeroporto do Tirirical, onde será recebido pelos principais líderes da coligação, Lobão Filho seguirá para a Assembleia Legislativa. Ali, o senador será recebido por deputados, prefeitos, vereadores e lideres da aliança partidária, aos quais deve confirmar sua pré-candidatura. A reunião não terá o caráter de lançamento, mas no meio político a chegada de Lobão Filho funcionará como uma espécie de largada informal da sua corrida do Governo do Estado. Isso porque logo em seguida ele iniciará uma maratona de incursões por todas as regiões do estado. Sua primeira escala será em Imperatriz, o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão. Desde que foi escolhido e aceitou ser o candidato a governador pela aliança partidária liderada pela governadora Roseana Sarney, Lobão Filho tem dedicado quase todo o seu tempo a conversas e contatos políticos. O mais importante deles aconteceu na semana passada, em São Paulo, onde ele foi recebido pelo ex-presidente Lula, que declarou apoio incondicional à sua candidatura. É grande o entusiasmo nos partidos da aliança com a pré-candidatura do senador Lobão Filho.

Passos


Uma reunião de cúpula foi realizada ontem para definir os primeiros passos do senador Lobão Filho como pré-candidato a governador a partir do seu retorno a São Luís. Conversaram a governadora Roseana Sarney, o ministro Edison Lobão, o senador João Alberto, o deputado federal Sarney Filho (PV) e o deputado estadual Roberto Costa. Após a reunião na Assembleia Legislativa, amanhã, Lobão Filho visitará a governadora Roseana Sarney.

Animação


Sozinho e quase anônimo, o senador João Alberto incursionou ontem por vários bairros de São Luís. Voltou para casa impressionado com o que ouviu em relação à candidatura do senador Lobão Filho ao Governo do Estado. - Nossos amigos estão animados, principalmente porque ele é jovem e tem garra. A candidatura deve crescer muito em São Luís - avaliou.

Ampliando


O senador Lobão Filho está mesmo decidido a abrir diálogo com as lideranças do PR e do PP no Maranhão. Os dois partidos integraram a base do governo Roseana Sarney até 2012, mas saíram por causa das eleições municipais daquele ano. Mas nenhuma das duas legendas ainda definiu que rumo tomará nas eleições de outubro.

O que mudou?


Declaração de Flávio Dino em novembro do ano passado, quando o PSDB reclamava de seus ataques ao partido: "Não vou mudar uma linha dos meus ideais só para vencer a eleição". Declaração do mesmo Flávio Dino, agora, que resolveu apoiar o senador Aécio Neves (PSDB) para presidente: "Não dá para vencer um império de 49 anos com exclusivismos e suposta pureza". Perguntar não ofende: mudou a política ou mudou Flávio Dino?

Outro lado


Apesar da insistência com que o prefeito Edivaldo Júnior defende o apoio ao PCdoB, o PTC deverá coligar mesmo com o PPL para as eleições de outubro. A aliança com o partido do médico Zeluís Lago, irmão do ex-governador Jackson Lago (PDT), é a desculpa que o pai do prefeito, Edivaldo Holanda, tem para se afastar de Flávio Dino. O ex-deputado fez constar em ata a aliança com o PPL, e há meses não conversa com membros da oposição.

Vem aí


O presidente nacional do PSB e pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos chega sábado ao Maranhão. Ele desembarcará em Balsas para o lançamento da pré-candidatura de Roberto Rocha ao Senado. Quase certo que Eduardo Campos aproveitará a visita a Valsas para passar também em Timon, cujo prefeito Luciano Leitoa é do PSB.

Encrenca


Ao confirmar o apoio da cúpula ao projeto senatorial de Roberto Rocha, Eduardo Campos espera resolver uma guerra fratricida dentro do braço maranhense do seu partido. Tentará acalmar o clima de beligerância entre Rocha e o ex-governador JR Tavares, que o odeia e faz de tudo para minar a sua candidatura. Há quem diga que Campos pode até dar um puxão de orelhas no ex-governador.

Cobrança


Eduardo Campos também chamará o comunista Flávio Dino para cobrar-lhe o cumprimento do acordo do PCdoB com o PSB. Nesse acordo, os socialistas comporiam em 2012 com o projeto de Dino para Prefeitura de São Luís em troca da vaga de senador na chapa dos comunistas. Com a chegada do PSDB, esse acordo tem a possibilidade de cair.

Vai junto


O senador João Alberto (PMDB) revelou ontem que pretende acompanhar Lobão Filho na primeira incursão dele ao interior do estado. Lobão já adiantou que pretende visitar a Região Tocantina e se reunir com o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB). - Farei de tudo para poder acompanhá-lo nessa viagem - disse o presidente do PMDB.

Convida?


Depois do feriado prolongado da Semana Santa, os vereadores de São Luís discutirão se devem ou não convidar o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Canindé Barros. Querem que ele esclareça quais são os projetos emergenciais devem ser colocados em prática até o fim deste primeiro semestre. Para o presidente da Comissão de Transportes da Casa, Fábio Câmara (PMDB), a exposição do secretário deve mostrar a viabilidade ou não dos projetos.

E MAIS


É provável que o PTB proponha à aliança partidária, se não um candidato a senador, pelo menos um nome de expressão para ser suplente.

Roberto Rocha está tentando consolidar sua candidatura ao Senado usando o horário do PSB no rádio e na TV para fazer campanha subliminar.

O deputado peemedebista Roberto Costa vai integrar o núcleo básico de coordenação da campanha do senador Lobão Filho ao Governo do Estado.

Impressiona o entusiasmo do deputado Jota Pinto com o PEN, que, segundo ele, vai disputar as eleições proporcionais com chapa formada por candidatos fortes.

A deputada Eliziane Gama (PPS) avisa que continua candidata ao Governo do Estado. Então, tá.

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Morre Irmão de MC Gui. "Ele tomou energéticos em excesso", diz pai

Gustavo - Gui

Gustavo Castanheira, de 17 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (21)
Gustavo Castanheira, de 17 anos, um dos irmãos mais velhos do funkeiro MC Gui, que morreu na madrugada desta segunda-feira (21), em decorrência de um infarto fulminante, consumiu energéticos em excesso antes de passar mal.

A informação foi confirmada pelos pais do rapaz, Rogério da Silva Alves e Cláudia Alves, em entrevista ao jornal Cidade Alerta, da Rede Record. Ainda segundo eles, Gustavo se queixou de dores musculares e passou mal após um show na última sexta-feira (18). "Os médicos ainda não falaram nada. O que a gente sabe é que ele consumiu energéticos em excesso antes de passar mal. A gente não sabe", disse Rogério, ao jornalista Marcelo Rezende.

Segundo os pais, Gustavo reclamou de dores duas vezes durante a semana, mas melhorou de forma rápida. O jovem chegou a ser encaminhado para um hospital público na madrugada desta segunda-feira (21), mas não resistiu. O corpo está no IML esperando o resultado da necropsia para confirmar a causa da morte. Rogério da Silva Alves contou o que aconteceu nos últimos momentos de vida do filho.

— Ele chegou a dizer que estava se sentindo melhor, mas logo depois, quando saiu de casa para encontrar com Gui que voltava de shows no interior, ele voltou a passar mal, desmaiou e já chegou sem vida ao hospital. Para o médico Nabil Gorayeb, do Instituto do Coração, também em entrevista ao jornalista Marcelo Rezende, o uso abusivo de substâncias que aceleram o funcionamento do organismo, em excesso, pode provocar dores atípicas no peito e arritmia cardíaca.

— O que nós vemos é uma situação incomum. Se o organismo do indivíduo é sensível à arritmia, pode levar a uma parada cardíaca.

O velório, aberto ao público, acontece a partir das 19h no cemitério da Vila Alpina, na Avenida Francisco Falconi, 83, Zona Leste de São Paulo. O enterro está marcado para esta terça, às 9h, no mesmo local.

Definições sem traumas - Grupo Sarney

O Estado


Enquanto a oposição se engalfinha pelas vagas de candidato a vice-governador e de candidato a senador, o grupo liderado pela governadora Roseana Sarney (PMDB) garante ao pré-candidato a governador senador Lobão Filho (PMDB) a tranquilidade de não ter de entrar na bola dividida de ter de fazer escolhas complicadas para as duas vagas. Desde as primeiras conversas acerca do processo eleitoral, ficou definido, com toda clareza e sem possibilidade de reversão, que a vaga de candidato a vice-governador seria do PT e que a vaga de candidato a senador seria de qualquer outro partido que integra a coligação, a começar pelo PMDB. No caso da corrida senatorial, vale a viabilidade do aspirante. No caso do candidato a vice-governador, o PT tem a responsabilidade e o compromisso de fazer a indicação. Os demais partidos não se envolvem nesta escolha, por se tratar de um assunto interno da legenda petista. Ali, vários nomes já foram cogitados, mas, depois de uma série de movimentos internos, três saíram com cacife para pleitear a vaga: o deputado estadual José Carlos, o ex-secretário José Costa (Ciência e Tecnologia) e o ex-secretário José Antonio Heluy (Trabalho e Economia Solidária). No momento não há como mensurar o cacife de cada um. Já no que respeita ao Senado, a coluna mantém o que vem publicando há semanas: a vaga está entre o deputado federal e ex-ministro do Turismo Gastão Vieira e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Arnaldo Melo, ambos do PMDB. Há também a possibilidade de uma indicação do PTB, a partir de reivindicação feita por líderes petebistas sob o argumento de que a vaga está com o partido, representado pelo senador Epitácio Cafeteira. É cedo para arriscar um palpite sobre quem será o candidato a vice-governador ou quem vai disputar a senatoria na chapa de Lobão Filho, mas se pode afirmar que os dois candidatos sairão dessas listas.

Errado


Reportagem política publicada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo dá o Maranhão como área indefinida no que diz respeito à posição do ex-presidente Lula. Errou feio, porque Lula já declarou apoio incondicional ao peemedebista Lobão Filho e orientou o PT no sentido de que reedite a aliança de 2010. E ainda criticou a corrida do comunista Flávio Dino atrás de presidenciáveis adversários da presidente Dilma Rousseff.

Rebateu


O vice-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Senado, Roberto Rocha (PSB), não reagiu à intenção do PSDB de lançar João Castelo ao Senado. O PSDB aliou-se a Flávio Dino (PCdoB) com a garantia de que poderá lançar Castelo ao Legislativo. SegundoRocha, apesar do tamanho e da importância dos tucanos, não há mais o que se discutir em relação à vaga.

Legenda


Na semana passada, a deputada estadual Gardênia Castelo (PSDB) revelou que o ex-prefeito João Castelo tem a intenção de disputar o Senado. E disse que o tucano não está nem um pouco preocupado com o acordo na oposição que garante a candidatura de Roberto Rocha pela chapa de Flávio Dino. - Para ser candidato ao Senado, Castelo precisa tão somente da legenda do partido, independentemente de qualquer outra coisa -, alertou.

Apoio


Além de contar com o apoio e legenda do PSDB para disputar o Senado, Castelo conta com forte articulação de José Reinaldo Tavares (PSB), desafeto de Roberto Rocha. É Tavares quem estimula Castelo a disputar a eleição para o Legislativo, com a garantia de base eleitoral para o tucano. Uma eventual candidatura de Castelo dificultaria bastante a eleição Rocha, que até então navegava como candidato único pela oposição.

Rediscussão


Os partidos que compõem a base de apoio a Flávio Dino (PCdoB) se reunirão esta semana para rediscutir a formação da chapa do comunista. O PSDB entrou no jogo com a exigência de indicar o candidato a vice-governador na chapa comunista. Com isso, o PDT, que até então tinha garantido o espaço, deve ficar de fora. A reunião, que já contará com membros do PSDB, abre nova crise no seio oposicionista.

Não serve


A turma da oposição festejou o fato de o petista tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, ter dito que no Maranhão votaria no comunista Flávio Dino. Genro é tão estranho que tem dentro de casa uma filha, Luciana Genro, que não reza na cartilha política dele – há quem diga até que ela não votou nele para governador. E depois, quem tem Dilma e Lula não precisa de um Genro chato.

PSDB também


Mas a vida de Roberto Rocha não é fácil também no próprio PSDB, partido que dirigiu por vários anos. Os tucanos se ressentem do fato de o agora socialista ter deixado a legenda às vésperas da eleição municipal de 2012 para montar palanque exatamente contra um tucano. Por causa disso, o PSDB entende que não tem obrigação alguma de apoiá-lo como candidato a senador.

Incrível!


Se as declarações do ex-deputado Julião Amim valerem como regra, o PDT está dando os últimos suspiros como partido político. Amim aceita que o comunista Flávio Dino esnobe a indicação do PDT para vice – o empresário balsense Márcio Honaiser – e dê a vaga ao tucano Carlos Brandão. Acha que o partido tem de engolir a espinha e ainda comemorar.

Janelas


As inserções partidárias no radio e na TV têm servido para dar visibilidade aos líderes das legendas. O ex-secretário estadual de fazenda, Cláudio Trinchão, que comanda o PSD no estado e é candidato a deputado federal tem protagonizado a campanha de filiação do partido. Já o deputado federal Cléber Verde tem mostrado as ações do PR no Maranhão, principalmente no campo da pesca.

Não deu


Bem posicionada nas eleições de 2012 e com potencial para uma campanha importante em 2014, a deputada Eliziane Gama (PPS) acabou tropeçando. Ela negociou com tantas frentes e vislumbrou tantas alternativas para viabilizar sua candidatura ao governo que se perdeu no emaranhado. Agora, mesmo não admitindo, estaria examinando a possibilidade de disputar o Senado. Será?!

E MAIS


O deputado Jota Pinto (PEN) parabeniza a governadora Roseana Sarney pelo Restaurante Popular, a seu ver um programa de largo alcance social.

Em tempo: cada uma das seis unidades do Restaurante Popular de São Luís fornece mil refeições por dia, a R$ 1,00, de segunda a sexta-feira.

Presidida pela deputada Eliziane Gama, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa visitará os lixões existentes na Ilha de São Luís.

O deputado Antônio Pereira (DEM) comemora o início dos serviços de recuperação dos 125 quilômetros da MA-006, no trecho de Arame a Grajaú.

Tudo indica ser verdadeira a informação segundo a qual o médico Zéluis Lago vai mesmo disputar o Governo pelo PPL.

Márcio Jerry: “Nosso palanque é organizado de baixo pra cima e não o contrário.’’


Via Maranhão 247

O presidente estadual do PCdoB/Maranhão, Márcio Jerry, reafirmou que o partido continuará buscando novos aliados para a coalizão partidária que tem Flávio Dino como postulante ao governo do estado. Ele espera que além da confirmação do PSDB, o PPS também se integre ao que está sendo chamado de “Partido do Maranhão”. “Nosso e
sforço é em compor uma frente do tamanho do desejo de mudança, ou seja, uma frente ampla formada por todos os que querem mudar o Maranhão”, declarou.
Na terça-feira, 15, Dino foi recebido em Brasília pelo presidenciável tucano Aécio Neves, que anunciou a disposição do partido em participar da coligação que faz oposição ao grupo Sarney. O PSDB reivindica presença na chapa majoritária, provavelmente indicando o candidato a vice-governador. O PDT também reivindica a vaga de vice.

O dirigente comunista revelou que tem se reunido com a presidente do PPS, deputada Eliziane Gama, buscando acertar o ingresso dela na coalizão oposicionista. Inicialmente pré-candidata ao governo do estado, a deputada já emite sinais claros de que pode declinar em prol de Flávio Dino para unificar o palanque oposicionista.

Sobre a montagem final da chapa, Jerry disse estar tranquilo e confiante na maturidade dos dirigentes partidários. “Todos nós avaliamos que venceremos se nos mantivermos unidos e é isso o que o nosso povo deseja”, disse. “Vamos nos sentar à mesma mesa e definir tudo de forma transparente, democrática, construindo convergências em torno do interesse do povo maranhense que quer promover a alternância e pôr fim a esse longo ciclo político que empobreceu nosso estado”, completou.

Presidenciáveis – A presença de partidos com diferentes candidaturas presidenciáveis foi tratada por Jerry com naturalidade. Ele diz que em todo o país haverá palanques estaduais com mais de uma candidatura presidencial. “No bloco que apoia Flávio Dino temos cinco partidos que votam na reeleição da presidente Dilma, dois estão com Aécio e um com Eduardo Campos. Nosso palanque é organizado de baixo pra cima e não o contrário”, explicou.

Roseana Sarney receberá Lobão Filho em Palácio para discutir campanha

Encontro provavelmente ocorrerá na quinta-feira, um dia depois do desembarque do candidato a governador na capital.

20/04/2014 20h52 - Atualizado em 20/04/2014 20h54
Foto: Divulgação
A governadora Roseana Sarney (PMDB) receberá nesta semana, no Palácio dos Leões, o senador e pré-candidato ao Governo do Maranhão Lobão Filho (PMDB). O peemedebista desembarca em São Luís na quarta-feira para dar início a sua corrida rumo à eleição de outubro. Ele participará no mesmo dia de ato político com vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, deputados estaduais e federais e correligionários em ato político na Assembleia Legislativa. O encontro com a governadora e líder política do grupo deve ocorrer no dia seguinte, quinta-feira, segundo previsão do próprio Governo.
Lobão Filho foi escolhido pré-candidato do PMDB logo após a desistência do ex-secretário deestado da Infraestrutura Luis Fernando Silva (PMDB) de disputar a eleição para o Executivo. Aescolha do grupo pelo seu nome partiu de uma indicação da governadora, que na semana passada afirmou estar "confirmadíssima" a pré-candidatura do senador.
No encontro entre os dois, já confirmado a O Estado pelo pré-candidato e pela Secretaria de Comunicação do Governo do Maranhão (Secom), Roseana reafirmará apoio ao senador e discutirá plano político para a eleição.
Um dos pontos a ser discutido diz respeito a como se dará a movimentação do grupo na Região Tocantina. Lobão Filho já garantiu que a sua primeira incursão no interior do estado será para os municípios que a compõem. Ele quer o apoio do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), e buscará a ajuda de Roseana na intermediação do diálogo.
Otimismo - Na semana passada, Lobão Filho afirmou estar otimista e entusiasmado com a movimentação do grupo político em torno do projeto de pré-candidatura. Ele também disse aguardar com expectativa o seu desembarque na capital, tendo em vista o início da corrida política para a eleição.
Confirmou que será recebido pela governadora Roseana Sarney e que ficou feliz com o apoio da líder política do grupo ao seu nome. "Conversei com a governadora durante esses dias apenas por telefone, e recebi exatamente dela a missão de representar o grupo nesta eleição. Com a minha ida a São Luís, sentaremos juntos para discutir o assunto", afirmou.
Logo após o encontro com a governadora do Estado, Lobão Filho iniciará uma série de reuniões políticas, na quinta e sexta-feira, com líderes partidários, correligionários e prefeitos do interior do estado.
"Será o momento de sentir a classe política. Sentir o momento político no estado. Vou aproveitar para traçar estratégias e seguir forte, em unidade com o nosso grupo político, para a eleição. Caminharemos juntos", afirmou.

Ato político marcará início de corrida eleitoral no MA

PMDB receberá seu candidato, que chega a São Luís quarta-feira, para iniciar campanha.
A direção estadual do PMDB prepara para quarta-feira ato político para receber em São Luís o senador e pré-candidato ao Governo do Maranhão Lobão Filho (PMDB). O encontro deverá ocorrer na Assembleia Legislativa e reunirá vereadores, prefeitos, vice-prefeitos de todo o estado, além de deputados federais, estaduais e correligionários. O ato será coordenado pelo senador João Alberto de Souza e pelas lideranças do partido na Assembleia Legislativa.
"Logo após o meu desembarque, seguirei para a Assembleia Legislativa, onde ocorrerá um grande ato cívico de nosso grupo. Ouvirei lideranças políticas, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais e correligionários sobre a perspectiva que cada um tem em torno desta candidatura. O ato também servirá para mostrar a unidade de nosso grupo político, que sem dúvida alguma chega forte para esta eleição", disse.
Depois do encontro, Lobão Filho receberá lideranças de forma reservada para discutir articulação política de sua pré-candidatura. A série de reuniões ocorrerá até o próximo fim de semana. Ele ainda não agendou a primeira visita ao interior do estado.
O deputado estadual e presidente municipal do PMDB, Roberto Costa, falou sobre a expectativa do grupo em relação à candidatura de Lobão Filho.
"É um nome qualificado, um senador da república escolhido para representar o grupo. Chega forte, com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abraçado por todo o grupo para vencer a eleição em outubro", disse.
Costa afirmou que escolha do grupo para a eleição foi acertada e assegurou unidade da base governista na Assembleia Legislativa em torno do nome do senador. "Não há qualquer divergência no grupo em relação a Lobão Filho. O nome é consenso do grupo e agrada a base do governo na Assembleia. Estaremos todos num mesmo palanque", finalizou.

Mais

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), está na capital desde o fim de semana. Ele aproveitou o feriado da Semana Santa para fazer ligações e articular apoio político ao senador Lobão Filho (PMDB), que desembarca em São Luís apenas na quarta-feira. O ministro deve permanecer no estado até a quarta-feira, quando participará do ato político que marcará o início da corrida eleitoral do grupo.

Joaquim Haickel e os cenários eleitorais de 2014

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Trabalhando na Páscoa

Do blog do Joaquim Haickel

Muitas coisas importantes ainda estão por acontecer nestes cinco meses que antecedem a eleição de outubro próximo. Gostaria de comentar hoje sobre três delas. Coisas como uma importante e necessária reforma política que deve ser implementada logo. É lógico que isso deve acontecer em comum acordo com a governadora, com o candidato a governador e principalmente com os políticos.
Nesse ponto é necessário dizer que não adianta falarmos agora dos erros cometidos até aqui, eles são importantes principalmente para que nos lembremos que não podemos repeti-los e que devemos remediá-los de forma eficiente, eficaz e efetiva.
joaquimÉ in-dis-pen-sá-vel que a governadora Roseana deseje fazer isso. Que ela se disponha a realizar ações que possam aproximar o governo dos partidos e estes da população. É indispensável que os políticos entendam que eles são importantes, mas que eles não podem acarretar dificuldades neste momento, devem ser a solução, na melhor concepção da palavra.
Nesse intuito, partidos que não tiverem guarida na chapa de Dino podem ser guinados ao governo.
Imagine a decepção do PDT se não indicar o vice? Ou do PSDB? Como fica a Eliziane se não figurar na composição? Até mesmo partidos da nossa base precisam se sentir mais motivados.
Motivação é o que parece ter mudado nesse quadro atual. Há um clima de entusiasmo que pode e deve contagiar a todos que pretendem fazer uma renovação verdadeira em nosso grupo e em nosso Estado.
É nessa hora que o governo pode ampliar a base de apoio ao seus candidatos majoritários.
Ações como estas podem ser realizadas desde logo nas seguintes secretarias, principalmente por algumas delas estarem sendo ocupadas interinamente: Educação, Cidades, Infraestrutura, Segurança, Assuntos Políticos, Gestão e Previdência, Trabalho, Assuntos Estratégicos, Programas Especiais, Representação Institucional, Juventude, e Políticas Públicas.
Outra importante ação que deverá ser realizada é a formação da chapa majoritária. Existem pelo menos três cenários que devem ser analisados e considerados.
Cenário 1. Governador: do PMDB (Lobão Filho); vice: do PT (Zé Carlos, Helena, Monteiro ou ?); senador: do PMDB (Luís Fernando, Gastão ou Arnaldo); primeiro suplente: do PMDB (João Abreu); segundo suplente: do PMDB ou do PTB (?).
Esse é o cenário que está previsto inicialmente, mas que pode ser mudado, principalmente porque o PT vislumbra a possibilidade de trocar o cargo de vice pelo de primeiro suplente de senador, como veremos no exemplo abaixo.
Cenário 2. Governador: do PMDB (Lobão Filho); vice: do PMDB (João Abreu); senador: do PMDB (Luís Fernando, Gastão ou Arnaldo Melo); primeiro suplente: do PT (Zé Carlos, Helena, Monteiro ou ?); segundo suplente: do PMDB ou do PTB (?).
Nessa opção o PT, caso efetive-se a troca da vice pela primeira suplência de senador, poderá acabar tendo um senador a mais no Congresso. Se o candidato ao Senado for alguém que possa ser guinado a uma secretaria de estado ou a um ministério, o caminho fica livre para a realização desse intento.
Cenário 3. Governador: do PMDB (Lobão Filho); vice: do PDT, do PPS ou do PSDB (?); senador: do PMDB (Luís Fernando, Gastão ou Arnaldo); primeiro suplente: do PT (Zé Carlos, Helena, Monteiro ou ?); segundo suplente: do PDT ou do PPS, ou do PSDB (?).
Nessa hipótese se sacrificaria mais uma vez o excelente quadro João Abreu, em nome de uma melhor possibilidade de vitória. Infelizmente, mas é do jogo!
No caso de um acordo com o PPS de Eliziane, pode ser feito um acordo que envolva também a eleição de prefeito de São Luís em 2016, já que ela precisa de apoio e nós precisamos de um bom candidato.
Aquilo que parece pequeno ou pouco importante acaba se notabilizando como as melhores soluções. Só precisa ser cogitado e conversado. A conversa é a base de toda boa decisão, seja na política ou em qualquer outro setor da vida.
Boas coligações podem viabilizar as candidaturas de deputados federais e estaduais, fazendo com que estes se sintam mais à vontade de coligar-se a um grupo onde suas chances de eleição sejam maiores, logo este é um outro bom atrativo.
Vejamos algumas das possíveis coligações para deputado federal:
Governo 1: PMDB / PV / PRB / PTB / PRP / PEN / PSD/ ??? (6);
Governo 2: PT / PSL / PR / PSC / PDT ou PPS ou PSDB / ??? (5);
Governo 3: PT do B / PTN / PRTB / PMN / PHS / DEM / PSDC / ??? (2);
Oposição 1: PC do B / PSB / PP / SD / PTC / PROS / ??? (5);
Oposição 2: PSOL / PCB / PSTU / ??? (0);
Não vou fazer nenhuma análise sobre as possíveis coligações para deputado estadual, pois elas carecem de estudos muito pontuais e minuciosos que podem ser decisivos nestas opções.
Já disse várias vezes que os ensinamentos do grande filósofo do futebol Neném Prancha são maravilhosamente bem aproveitáveis na política: quem pede, recebe, quem se desloca tem preferência. Significa dizer que quem não pede não recebe, quem não conversa não amplia seus apoios. Quem não se movimenta, não é visto e quem não é visto não é lembrado.

Tarso Genro declara apoio a pré-candidatura de Flávio Dino. Pelas redes sociais, governador do Rio Grande do S e ex-ministro da Justiça se solidariza com petistas maranhenses que decidiram apoiar o pré-candidato do PC do B

Via Maranhão da Gente

Os petistas maranhenses que decidiram caminhar ao lado de Flávio Dino nas eleições de outubro contam com a solidariedade de uma das grandes lideranças do partido no país que já declarou em rede social apoio ao pré-candidato do PC do B que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado

“No Maranhão eu votaria, sem dúvida, no Flávio Dino. Estou com os petistas que estão com ele,” declarou logo cedo pelas redes sociais. Tarso Genro foi ministro da Educação e da Justiça no governo do ex-presidente Lula.

A declaração de apoio a Flávio Dino por parte dos petistas maranhenses já resultou no lançamento da Carta de Apoio às Mudanças no Maranhão, assinada por petistas de dezenas de cidades maranhenses, incluindo dirigentes da legenda e vereadores.

domingo, 20 de Abril de 2014

Crise e mudança - Grupo Sarney


(Jornal Pequeno)

Faltando pouco mais de dois meses para o prazo final das convenções o grupo Sarney debate-se com graves problemas para a disputa de outubro. É um fato inédito na história do estado e revelador do desgaste a que chegou o grupo que se instalou no Palácio dos Leões há quase 50 anos.

Depois de embalar por quase dois anos o projeto de eleger Luís Fernando, a governadora Roseana Sarney sofreu seguidos reveses e parece conformada em aceitar a surpreendente indicação de Edinho Lobão como candidato do grupo ao governo. Aposta arriscada, todos sabem. E para o Senado, destino natural da governadora, agora três nomes disputam a indicação num cenário também muito difícil.

O que há, salta aos olhos, é um esgotamento histórico do ciclo de poder iniciado nas eleições de 1965. Se isso se confirmará nas eleições de outubro, não se sabe. Mas é fato concretíssimo não só o esgotamento como a imensa possibilidade que a oposição tem de vencer o pleito, inclusive no primeiro turno.

Diante da crise, a oposição precisa apenas de juízo, de responsabilidade histórica para manter a ampla unidade até aqui e confirmar nas urnas aquilo que brota das ruas em todo o Maranhão: o sentimento de mudança.

sábado, 19 de Abril de 2014

Eleições: patamar de aprovação indica derrota para Dilma/ Estudo com 104 casos mostra que nenhum governador ou presidente se reelegeu com 34% ou menos de aprovação desde 1998

LEONARDO GUANDELINE, CLEIDE CARVALHO, LUIZA DAMÉ E JAILTON DE CARVALHO 

Presidente Dilma tem o desafio de melhorar os índices de aprovação até outubro André Coelho / O Globo 

SÃO PAULO e BRASÍLIA — A pesquisa Ibope divulgada anteontem que mostrou a presidente Dilma Rousseff com 34% de aprovação (somados os que acham sua administração boa ou ótima) acende um sinal amarelo em sua campanha. A julgar pelo retrospecto de 104 eleições para governadores e presidente desde 1998 em que havia um candidato tentando a reeleição, analisadas pelo cientista político Alberto Carlos Almeida, Dilma hoje não se reelegeria. (Confira os números de avaliação do governo e da pesquisa de cientista político)

O estudo de Almeida mostra que, justamente quando teve 34% ou menos de avaliações de gestão ótima ou boa antes do pleito, nenhum candidato que tentou a reeleição, desde que ela foi instituída, foi bem-sucedido. Os que tinham aprovação de 46% ou mais, ao contrário, tiveram 100% de êxito.

Segundo Almeida, mesmo liderando as intenções de voto, com esse patamar de aprovação, Dilma Rousseff hoje não se reelegeria. O cientista político, no entanto, faz uma ressalva, citando os casos das reeleições de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e a de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Embora eles tivessem índices de aprovação abaixo de 46% em julho (os dois tinham 38%), ambos tiveram aumento nas avaliações positivas de seus governos às vésperas do pleito, e acabaram sendo reeleitos.

— É possível aumentar o desempenho de governo ótimo e bom no decorrer da campanha. A situação atual é de grande risco para a presidente Dilma, mas ela pode reverter o quadro. Se as eleições fossem hoje, a probabilidade maior seria a eleição de um candidato de oposição — diz Almeida. Para ele, eleitores que atualmente avaliam mal o governo Dilma estão declarando voto em branco, nulo, ou dizem ainda não saber em quem votar.

— Esses votos, provavelmente, irão para os candidatos de oposição. Devem migrar, principalmente para o Aécio, que é quem tem a base mais sólida — disse o cientista político, para quem a principal reclamação do eleitorado em relação ao governo Dilma vem da área econômica.

O professor Roberto Romano, da Unicamp, cita outro dado da pesquisa Ibope: embora a diferença seja de apenas um ponto percentual, pela primeira vez o percentual dos que não gostam da maneira de Dilma governar ultrapassou o dos que aprovam — a desaprovação aumentou de 43% para 48%, e a aprovação caiu de 51% para 47%.

— Há uma percepção de que Dilma está sendo tutelada (pelo ex-presidente Lula), e o envolvimento dela no caso de Pasadena deixou evidente que, como ministra e presidente do conselho da Petrobras, ela falhou — afirma Romano.

Eleitor ainda não está preocupado com eleição

Na avaliação do cientista político Fernando Abrucio, professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo, o eleitor, neste momento, ainda não está preocupado com as eleições deste ano. Ele diz que a queda na aprovação no governo da presidente, segundo mostrou a pesquisa Ibope, está mais relacionada a dois fatores: a inflação e a perda no poder de compra do “brasileiro mediano”; e a sensação de que os serviços públicos em geral não andam bem.

— É a mesma (sensação) que mobilizou as pessoas no ano passado, nas manifestações de junho — diz o professor.

Segundo Abrucio, baseado em análises qualitativas realizadas pela FGV, o eleitor tem, em geral, um apelo por mudança misturado a um sentimento de desilusão. E isso seria um problema tanto para o governo quanto para a oposição.

— Os dois principais concorrentes da presidente, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), ainda são pouco conhecidos e estão fazendo de tudo para melhorar isso. Faço muita (pesquisa) qualitativa e vejo que os eleitores querem mudanças, mas também a manutenção das transformações sociais, principalmente as dos últimos dez anos.

Apesar de a aprovação do governo ainda ser positiva, a oposição vê nos resultados das últimas pesquisas uma tendência de queda na candidatura da presidente Dilma Rousseff e um espaço para crescimento de Aécio Neves e Eduardo Campos. Os governistas, por sua vez, avaliam que é cedo para fazer qualquer prognóstico sobre as eleições de outubro e que Dilma tem resultados a mostrar na propaganda eleitoral para reverter as últimas quedas na aprovação de seu governo e nas suas intenções de voto.

— Evidentemente que ninguém pode definir as eleições antes do processo que se inicia nas convenções, mas a posição dela (Dilma) é absolutamente vulnerável. O que é pior para ela e melhor para a oposição é o viés de baixa, como se diz no meio econômico. A aprovação dela vem caindo sistematicamente — argumentou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). Segundo ele, além da queda nos índices de aprovação da presidente, o que anima a oposição é o crescente desejo de mudança revelado pelos entrevistados, mesmo que os números não tenham se refletido nas candidaturas de oposição.


— O eleitor não sai de um lado para o outro automaticamente, como o pêndulo de um relógio. Primeiro, o eleitor sai da posição pró-Dilma, vai para o meio (representado pelas respostas “não sei, não respondeu, branco ou nulo”) e só então decide que rumo tomar — disse o líder do DEM. O deputado Rubens Bueno (PPS-PR), também da oposição, concorda. Segundo ele, a queda da aprovação do governo federal e os recentes escândalos como as denúncias de corrupção envolvendo ex-dirigentes da Petrobras serão decisivos no resultado das eleições presidenciais deste ano.

Para PT, aprovação crescerá durante eleição

No campo da situação, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reconhece que a presidente não está num bom momento, mas entende que as dificuldades são ocasionais. Segundo ele, a aprovação do governo e a popularidade pessoal da presidente voltarão a crescer durante a campanha.

— Quando começar o horário eleitoral, é o momento em que ela (Dilma) vai poder apresentar o governo dela na sua totalidade. Creio que, a partir daí, a aprovação subirá violentamente. O governo tem enorme riqueza de realizações que poderá ser mostrada a partir de agosto — diz o deputado.

O deputado argumenta ainda que escândalos como o caso da Petrobras não afetam diretamente a imagem da presidente. Para ele, a presidente não compactua com a corrupção e, quando descobre irregularidades, age prontamente. Ex-líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) vê com reserva as análises de pesquisas sobre as eleições de outubro. Ele lembrou que o ex-prefeito de Salvador João Henrique (foi do PDT e do PMDB) tinha um governo mal avaliado, mas foi reeleito em 2008. Já em São Paulo, contou Vacarezza, Marta Suplicy tinha um governo bem avaliado e perdeu para José Serra, em 2004.

— É muito cedo para avaliar pesquisas quantitativas de qualquer natureza, e as pesquisas qualitativas não são assertivas. Acho cedo dizer que a presidente vai ganhar no primeiro turno, como acho errado dizer que não vai ganhar. Tem de esperar o programa eleitoral e as pessoas nas ruas. A eleição está em aberto. É muito cedo para fazer prognósticos — afirmou Vacarezza.




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